FGEI realizou entre os dia 16 e 17 de setembro de 2011 seu VII encontro estadual
Abertura:
PNE e Educação Infantil
Sumika MIEIB(centro) Andreia Nunes(FGEI) Angelita(Campanha)
Políticas Pública- RS
UNCME- UNDIME- FGEI- MINISTÉRIO PÚBLICO- TCE
INSTAURAÇÃO
FÓRUM EDUCAÇÃO INFANTIL EXTREMO SUL GAÚCHO
Professor Doutor GABRIEL JUNQUEIRA(UFRGS)
O Fórum Gaúcho de Educação Infantil (FGEI) é uma entidade autônoma, suprapartidária e interinstitucional, ligada ao Movimento Interfóruns de Educação Infantil (MIEIB), que congrega os fóruns de Educação Infantil de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Criado em 1999, FGEI tem se mantido atento às questões da área, atuante no cenário do Estado e integrado na luta por uma Educação Infantil de qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
domingo, 18 de setembro de 2011
CARTA ABERTA
Aos membros do Conselho de Governança do
movimento “Todos pela Educação”
A/C
Sr. Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de Governança do movimento
“Todos pela Educação”
Caros Srs.,
Caras Sras.,
Caras Sras.,
Diante da realização do Congresso Internacional
“Educação: uma Agenda Urgente”, empreendido pelo movimento “Todos pela
Educação” (TPE), em parceria com instituições nacionais e internacionais, as
entidades e movimentos signatários desta Carta expressam preocupação com os
objetivos do evento.
Ao participarem das atividades
preparatórias ao referido Congresso, algumas entidades e movimentos que
elaboraram esta comunicação avaliaram que, no curso desses encontros
precedentes, ocorridos entre junho e agosto deste ano, foi manifestada e
reiterada por dirigentes do TPE a necessidade de construção de uma agenda para
a educação brasileira, a ser afirmada em um novo pacto social por políticas
públicas educacionais.
Conforme textos disponíveis no site do movimento “Todos pela Educação”,
o supracitado Congresso Internacional pretende envolver os “líderes brasileiros
das áreas educacional, acadêmica e de gestão” para realizar um “debate de
questões” capazes de acelerar “os resultados, principalmente de aprendizagem,
da Educação Básica no País”. Em algumas atividades preparatórias, ou em
manifestações públicas de dirigentes do TPE, ainda ficou explicitado o anseio
por influenciar o debate em torno do PL 8035/2010, que trata do novo Plano
Nacional de Educação.
Toda iniciativa interessada em colocar a
agenda educacional em evidência é louvável. Contudo, compreendemos que algumas
referências precisam balizar os debates sobre o tema, pois afirmam
determinações constitucionais e refletem processos engendrados nas ações para a
consolidação da democracia brasileira.
Em oposição a qualquer tentativa de negação
dos avanços já conquistados até aqui, as entidades signatárias desta Carta
consideram que os desafios da educação brasileira estão fundamentalmente
inscritos no Capítulo III da Constituição Federal de 1988, que, em sua Seção I,
trata da Educação.
Ao considerar a Educação como o primeiro
dos direitos sociais (Art. 6), a Carta Magna determina, no Art. 205, que ela
deve visar ao “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da
cidadania e sua qualificação para o trabalho”, determinando a missão e o escopo
da qualidade na educação.
No início de abril de 2011, em uma inédita
e democrática interação crítica entre a sociedade civil e o Estado, foi
concluído o processo de construção da “I Conae” (Conferência Nacional de
Educação). Abrangente, o Documento Final do evento realizado em Brasília foi
capaz de propor as medidas administrativas e legais necessárias para a plena
consagração do direito à educação, em termos de acesso, permanência e
qualidade, com a inequívoca preocupação constitucional de promoção da equidade
e da justiça social.
A Conae mobilizou mais de 4 (quatro)
milhões de brasileiros e brasileiras, e teve em sua comissão organizadora
representantes do Estado (gestores públicos do Governo Federal, dos estados,
Distrito Federal e dos Municípios, além de representantes do Congresso
Nacional, magistrados e promotores), de trabalhadores em educação dos setores
público e privado, estudantes, pais, conselheiros (nacionais, estaduais,
distritais e municipais), movimentos sociais, pesquisadores e sociedades
acadêmico-científicas, empresários da educação, representantes das
confederações empresariais e do próprio movimento “Todos pela Educação”.
Compreendemos que, por essa razão, a Conae constituiu-se em espaço legítimo
para a determinação dos pactos educacionais, permitindo, por meio de seu
Documento Final, indicar a agenda oficial da educação brasileira.
Distante de ser apenas um evento, a
Conferência Nacional de Educação deliberou pela criação do Fórum Nacional de
Educação (FNE) – espaço formalmente instituído por meio de portaria do
Ministério da Educação –, que, além de ser o guardião das deliberações da
Conae, será o responsável pela organização das próximas edições da conferência.
Sendo um espaço de encontro entre a sociedade civil e o Estado – em suas
diferentes esferas –, é o FNE o espaço mais legítimo para serem discutidos os
meios de implementação da agenda educacional brasileira.
Estimulado pelo clima e baseado nas
deliberações da Conae, um grupo de entidades, do qual o “Todos pela Educação”
também fez parte, redigiu e entregou aos candidatos das eleições gerais de 2010
– inclusive à atual presidenta Dilma Rousseff – a “Carta-compromisso pela
garantia do direito à educação de qualidade”.
Sintetizando o Documento Final da Conae,
quatro grandes desafios foram determinados como prioridades no esforço para a
consagração do direito à educação no Brasil, que devem ser assumidos como
agenda fundamental para os então postulantes a cargos nos poderes executivo e
legislativo dos níveis federal e estadual. São eles:
1. Ampliar o
financiamento da educação pública, com destinação de
10% do PIB para a educação, maior participação da União na destinação de
recursos para o setor e instituição do mecanismo do Custo Aluno-Qualidade
Inicial (CAQi);
2. Valorizar os
profissionais da educação, por meio da implementação imediata e irrestrita do
piso salarial nacional profissional e de diretrizes efetivas de carreira;
3. Promover a gestão
democrática do ensino,
tornando os gestores da educação os gestores dos recursos da área, aprimorando
os mecanismos de transparência e controle social, promovendo a participação nas
escolas e instituindo os fóruns estaduais e municipais de educação, além do
fortalecimento do FNE;
4. Aperfeiçoar as políticas
de avaliação e regulação, abrangendo os setores público e privado e
aperfeiçoando os sistemas de avaliação.
Como o Brasil ainda não foi bem-sucedido na
implementação de políticas públicas capazes de fazer cumprir os ditames
constitucionais e considerando que a Conae aponta os caminhos mais evidentes
para superação dessa situação histórica, as entidades signatárias desta Carta
solicitam que os debates do Congresso
Internacional organizado pelo movimento “Todos pela Educação” tomem como
referência o Documento Final da Conae, sintetizado pela referida
Carta-compromisso, no sentido de que ele expressa a mais legítima e urgente
agenda da educação brasileira, historicamente negligenciada.
As entidades e movimentos signatários desta
Carta Aberta compreendem que é imprescindível perseguir os desafios já
identificados nesses dois documentos, evitando a busca de atalhos e
demonstrando a coragem de trilhar os caminhos mais promissores e justos, porém
mais longos, em um exemplo equivalente à luta do povo brasileiro para buscar a
estabilidade econômica e superar as desigualdades sociais. Inclusive, por uma
questão de eficiência, também consideram ser imprescindível o investimento em
fóruns e espaços legítimos e já criados, impedindo a dispersão de energia e
evitando a ineficaz sobreposição de iniciativas.
Diante do exposto até aqui, solicitamos
também uma nova e formal manifestação do movimento “Todos pela Educação” em defesa dos pontos inscritos na supracitada
Carta-compromisso, lançada há apenas um ano, em 31 de agosto de 2010, no
auditório do Conselho Nacional de Educação. Diante da tramitação do PL
8035/2010, especialmente, pedimos o apoio às emendas que solicitam que o
próximo PNE determine uma meta de 10% do PIB de investimento público direto em
educação pública.
Caso aceite solidariamente os apontamentos
desta Carta Aberta, a mobilização empresarial – que lidera o movimento “Todos
pela Educação” – poderá ser uma importante aliada para o Brasil romper com o
baixo investimento em políticas públicas educacionais. Será também decisivo
para o país iniciar um novo ciclo social, no qual a educação pública deverá ser
tratada como um direito de todos e todas, essencial para a consolidação de uma
sociedade economicamente justa e politicamente democrática. Consequentemente, a
educação pública universal e de qualidade, nos termos afirmados pelo Art. 205
da Constituição Federal de 1988, será um fator determinante para a inserção
competitiva do Brasil, sempre em solidariedade com a comunidade
latino-americana, tal como assevera o parágrafo único do Art 4º da Carta Magna.
Certos da compreensão, aguardamos resposta.
Abrapec (Associação
Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências)
Ação
Educativa - Assessoria, Pesquisa e Informação
ActionAid
Brasil
ALB (Associação de Leitura
do Brasil)
Anfope
(Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação)
Anpae
(Associação Nacional de Política e Administração da Educação)
Anped
(Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
Anpg
(Associação Nacional de Pós-Graduandos)
BIOgraph (Associação
Brasileira de Pesquisa Autobiográfica)
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
CCLF
(Centro de Cultura Luiz Freire)
Cedeca-CE
(Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)
Cedes
(Centro de Estudos Educação e Sociedade)
CNTE
(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
Comitê
da Área de Educação do Conselho Nacional de Pesquisa (CA-Ed/CNPq)
Contee
(Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
Cut
(Central Única dos Trabalhadores)
Flacso
– Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais do Brasil
Fasubra
(Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras)
Forumdir
(Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes
das Universidades Públicas Brasileiras)
Gestrado
(Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente)
LPP/UERJ
(Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Mieib
(Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)
MST
(Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
NEPEI
(Núcleo de Estudos sobre Infância e Educação Infantil)
PROIFES
(Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior)
Rede
Estrado (Rede
Latino-americana de Estudos Sobre Trabalho Docente)
SBHE (Sociedade Brasileira de História da Educação)
SBQ
(Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química)
Ubes
(União Nacional dos Estudantes Secundaristas)
Undime
(União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)
Uncme
(União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
UNE
(União Nacional dos Estudantes)
domingo, 28 de agosto de 2011
A EDUCAÇÃO PRECISA DE 10% DO PIB
SENADORA MARINOR BRITO DEFENDE 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO
A
SRª MARINOR BRITO (PSOL - PA. Pela Liderança. Sem revisão da
oradora.) – Senador Paim, Srs. Senadores, ouvintes da TV Senado, da
Rádio Senado, na semana passada a Campanha Nacional pelo Direito à
Educação, que é uma rede composta por mais de duzentas entidades
da sociedade civil, lançou um documento intitulado “Por que 7% do
PIB para a educação é pouco?” Esse documento critica as
justificativas apresentadas pelo Governo Federal de que nos próximos
dez anos o Brasil precisa elevar seus gastos com educação em apenas
2% do PIB. Mas a sua principal riqueza é que pela primeira vez a
sociedade civil conseguiu provar por “A” + “B” que o Brasil
só terá Senador Paim, uma educação de qualidade se aplicar pelo
menos 10% do PIB em educação.
Cinco dias depois do anúncio deste documento, a Folha de S. Paulo publicou um editorial intitulado “Programa Recomendado”, no qual, a serviço e a pedido do governo, ataca a proposta de elevação dos gastos educacionais. O editorial utiliza os seguintes argumentos: Afirma que a quantidade de emendas apresentadas aos projetos do PNE, se deve ao fato de Parlamentares pretenderem deixar suas marcas ou a tentativa de conciliar a defesa de uma miríade de interesses particulares.
O PSOL não veio para cá e não está na Câmara Federal para atender interesses particulares. Nós temos compromisso histórico com a educação pública de qualidade. Não é a toa que uma boa parte dos parlamentares que nós temos no Brasil, infelizmente ainda não são muitos, são vinculados à luta pela educação pública de qualidade.
Afirma que não se pode permitir que uma enxurrada de emendas torne o Plano Nacional de Educação menos exeqüível. Ora, o governo não assumiu no texto do Plano Nacional de Educação as propostas exaustivamente debatidas na Conferência Nacional de Educação, que foi fruto de um debate nacional de todos os trabalhadores da educação desse país e das diversas esferas. E acha que nós temos que vir para cá dizer “sim senhor” ao texto escolhido pelo Governo Federal. Senador Paim, eu não vim para cá para isso também.
Acusa a emenda que estabelece um gasto de 10% do PIB com educação até 2020, de ser “não só fantasiosa como deletéria”. Isso “porque diante do pífio investimento histórico e o ambiente de restrição orçamentária, a meta parece inatingível. Considera o objetivo de 7%” - já é ousado o bastante – “e que a elevação proposta pela sociedade civil é o caminho mais curto para tornar o Plano Nacional um rol de metas inatingíveis, e daí, irrelevantes.”
Ora, um Governo que não teve o respeito, a decência, a honestidade intelectual, de fazer um balanço do Plano Nacional, que vai ser substituído, que apresentou ao Congresso Nacional um novo Projeto, sem apresentar à sociedade esse balanço, mesmo até hoje, com todas as cobranças da Comissão de Educação, seja na Câmara Federal, feita pelo Ivan Valente, seja aqui, feita por toda a Comissão, não só por mim, tem a cara de pau – desculpe-me a expressão pesada -, meio feia, meio sei lá o quê, de dizer que os 7% são mais do que suficientes, não podendo ser questionados.
Após esses arrazoados, aconselhou o Congresso Nacional a restringir ao máximo as alterações do Plano Nacional de Educação, encaminhado originalmente pelo Governo, e votá-lo o mais rápido possível. Nós também queremos votar. Nós também achamos que existe uma necessidade estratégica para a vida do povo brasileiro de que a educação pública seja regida por um plano nacional que responda aos interesses da maioria do povo brasileiro, dos filhos da classe trabalhadora, que esse plano e essas metas estejam em consonância com as necessidades reais para enfrentar os baixos índices educacionais existentes no País, para enfrentar a dificuldade dos pobres se deslocarem para uma escola, para enfrentar a infraestrutura de uma escola, a capacitação continuada dos profissionais da educação, para enfrentar a defasagem salarial e as péssimas condições de trabalho dos educadores do nosso País.
Cinco dias depois do anúncio deste documento, a Folha de S. Paulo publicou um editorial intitulado “Programa Recomendado”, no qual, a serviço e a pedido do governo, ataca a proposta de elevação dos gastos educacionais. O editorial utiliza os seguintes argumentos: Afirma que a quantidade de emendas apresentadas aos projetos do PNE, se deve ao fato de Parlamentares pretenderem deixar suas marcas ou a tentativa de conciliar a defesa de uma miríade de interesses particulares.
O PSOL não veio para cá e não está na Câmara Federal para atender interesses particulares. Nós temos compromisso histórico com a educação pública de qualidade. Não é a toa que uma boa parte dos parlamentares que nós temos no Brasil, infelizmente ainda não são muitos, são vinculados à luta pela educação pública de qualidade.
Afirma que não se pode permitir que uma enxurrada de emendas torne o Plano Nacional de Educação menos exeqüível. Ora, o governo não assumiu no texto do Plano Nacional de Educação as propostas exaustivamente debatidas na Conferência Nacional de Educação, que foi fruto de um debate nacional de todos os trabalhadores da educação desse país e das diversas esferas. E acha que nós temos que vir para cá dizer “sim senhor” ao texto escolhido pelo Governo Federal. Senador Paim, eu não vim para cá para isso também.
Acusa a emenda que estabelece um gasto de 10% do PIB com educação até 2020, de ser “não só fantasiosa como deletéria”. Isso “porque diante do pífio investimento histórico e o ambiente de restrição orçamentária, a meta parece inatingível. Considera o objetivo de 7%” - já é ousado o bastante – “e que a elevação proposta pela sociedade civil é o caminho mais curto para tornar o Plano Nacional um rol de metas inatingíveis, e daí, irrelevantes.”
Ora, um Governo que não teve o respeito, a decência, a honestidade intelectual, de fazer um balanço do Plano Nacional, que vai ser substituído, que apresentou ao Congresso Nacional um novo Projeto, sem apresentar à sociedade esse balanço, mesmo até hoje, com todas as cobranças da Comissão de Educação, seja na Câmara Federal, feita pelo Ivan Valente, seja aqui, feita por toda a Comissão, não só por mim, tem a cara de pau – desculpe-me a expressão pesada -, meio feia, meio sei lá o quê, de dizer que os 7% são mais do que suficientes, não podendo ser questionados.
Após esses arrazoados, aconselhou o Congresso Nacional a restringir ao máximo as alterações do Plano Nacional de Educação, encaminhado originalmente pelo Governo, e votá-lo o mais rápido possível. Nós também queremos votar. Nós também achamos que existe uma necessidade estratégica para a vida do povo brasileiro de que a educação pública seja regida por um plano nacional que responda aos interesses da maioria do povo brasileiro, dos filhos da classe trabalhadora, que esse plano e essas metas estejam em consonância com as necessidades reais para enfrentar os baixos índices educacionais existentes no País, para enfrentar a dificuldade dos pobres se deslocarem para uma escola, para enfrentar a infraestrutura de uma escola, a capacitação continuada dos profissionais da educação, para enfrentar a defasagem salarial e as péssimas condições de trabalho dos educadores do nosso País.
Parece
que esse plano, esta pressa, com essas metas que foram estabelecidas
precisam correr muito rápido, como tem corrido muito rápido aqui as
medidas provisórias que nem sempre são relevantes, nem sempre são
de interesse imediato do povo brasileiro.
Queria
perguntar primeiro em nome de quem o Governo brasileiro encomendou
essa matéria e resolveu aconselhar os Senadores e Deputados a não
aumentarem os investimentos em educação. Em nome de quem Senador
Paulo Paim? Que seguimentos sociais possuem interesse que o Congresso
trilhe esse caminho? Essas duas são as principais questões a serem
respondidas, porque esse conselho não serve para responder a
necessidade de um plano que verdadeiramente pense a educação numa
perspectiva integradora, numa perspectiva onde a educação possa ser
instrumento de ascensão social, de melhoria da qualidade vida do
povo.
O
Brasil gasta pouco com educação. Em 2009, o gasto público direto
com educação foi de apenas 4,95% do PIB, menos de 5%. De cada
R$5,00 apenas R$0,83 foram desembolsados pela União, Senador Paim,
ou seja, quem carrega a educação brasileira nas costas são os
Estados e os Municípios e quem concentra o maior bolo na arrecadação
tributária deste País senão a União? Em 2001, a sociedade propôs
10% e o Congresso aprovou 7% e o Ex-Presidente Fernando Henrique
vetou o dispositivo e vi a bancada do PT aqui e na Câmara
desesperada defendendo 10%. Esse veto até hoje, passou o Governo
Lula, estamos no Governo Dilma e ele não foi derrubado e o Plano
Nacional vem com o percentual exatamente igual.
Em
2011, a sociedade propôs 10%. Essa proposta não surgiu à toa, mas
de estudos, de debates, de reuniões, inúmeras, que aconteceram nas
universidades brasileiras, nas escolas públicas brasileiras, por
pessoas que pesquisam a educação, o financiamento público da
educação.
Em
dez anos, passamos de 3,95 para 5%. Quase nada, Senador Paim! Quase
nada! Os dados da campanha mostram que precisamos gastar a mais na
próxima década algo em torno de 169 bilhões. Parece muito, mas, se
compararmos com o volume de recursos que são desviados dos bolsos
dos brasileiros para satisfazer a sanha do lucro dos nossos credores
da dívida pública, este valor é muito tímido.
Ainda
agora, o Senador Álvaro e vários senadores que fizeram aparte
falavam desse processo de corrupção no País, falavam dos bilhões
de dólares que se espalham pelos bolsos das empreiteiras, dos
empreendedores, dos grandes empreendedores desse País, nas relações
promíscuas existentes entre eles e alguns partidos e alguns
senadores e alguns deputados espalhados pelo Brasil, e na relação
direta, com apoiamento de campanha historicamente aos presidentes da
República.
Dou
aos senadores um pequeno e contundente exemplo: para viabilizar um
plano nacional que inclua 5 milhões de crianças na educação
básica, alfabetize 14 milhões de adultos, inclua 3 milhões de
jovens em universidades públicas, melhore a escola do Norte e
Nordeste e torne os salários dos professores menos vergonhosos o
Brasil precisará gastar 16,9 bilhões ao ano. Só agora, pouco tempo
atrás, foi aprovado para a construção do trem-bala algo em torno
de 50 bilhões. E R$16,9 bilhões não podem ser utilizados para
enfrentar essa situação no País.
Pois
bem, somente de dividendos recebidos de nossas estatais, que esboçam
grandes lucros todos os anos, o Governo Federal recebeu R$32 bilhões.
E o que o Governo fez com esse dinheiro? Investiu em infraestrutura?
Saúde, talvez?
No
Pará, anteontem, mais uma vez, por omissão de socorro, por
superlotação dos hospitais públicos, por falta de estrutura para
os profissionais de saúde trabalharem, com seus baixos salários,
mais duas crianças morreram na frente da maternidade! A mãe teve
que parir dentro de uma ambulância – e não foi de uma ambulância
da urgência e emergência do serviço de Belém, foi de uma
ambulância dos bombeiros, que se solidarizaram com a senhora.
Então,
pelo contrário, aplicou todo o dinheiro no pagamento dos juros e na
amortização da dívida pública, cumprindo dispositivo de lei
aprovado pelo governo tucano à época, e seguido religiosamente pelo
Governo do PT.
Em
2010, quase 50% do Orçamento brasileiro foi para o pagamento da
dívida pública, quase 50%. E não podemos dispor de R$16,9 bilhões
no ano para resolver o problema de cinco milhões de crianças para a
educação básica; de 14 milhões de adultos para serem
alfabetizados; de três milhões de jovens em universidades públicas.
Não podemos dispor desse recurso.
O
recado que vem das ruas deste país é: o povo brasileiro não aceita
mais pagar as contas da crise e ficar apenas com as migalhas do
progresso do país.
Eu
queria dizer ao Governo brasileiro, que encomendou a matéria, que
eu, o PSOL, aqui no Congresso Nacional, dispensamos o conselho dos
credores e da área econômica do Governo; nós preferimos ficar ao
lado do povo brasileiro. Nós preferimos ficar ao lado dos que lutam
pela educação pública de qualidade para todos e em todos os
níveis; nós queremos uma escola pública verdadeiramente capaz de
integrar, de recolher das ruas as crianças que só têm hoje, como
alternativa, a prostituição infanto-juvenil, ou o caminho das
drogas, ou são presas fáceis, vulneráveis ao tráfico de seres
humanos.
Ainda
há pouco, o Senador Cristovam Buarque tratava da questão das taxas
referentes a outros países. Bem, na França, o Governo resolveu
taxar mais a renda dos ricos, Senador Paim; nos Estados Unidos, até
os ricos estão reclamando de não pagar mais impostos. E aqui no
Brasil? Continuamos ajudando os ricos e penalizando os mais pobres!
Tem aqui, no Congresso Nacional, Senador Paim, além do projeto de V.
Exª, o projeto da Bancada do PSOL, do Deputado Ivan Valente, para
tentar regulamentar o imposto sobre as grandes fortunas. E esse
projeto, nós não fomos aconselhados a fazer andar no Congresso
Nacional. Nenhum editorial, de jornal algum, vinculado aos interesses
econômicos do País, mandou algum recado a Senadores e Deputados de
que estes projetos: do Senador Paim, da Bancada do PSOL, do Deputado
Ivan Valente, do Deputado Chico Alencar precisavam tramitar,
precisavam ter celeridade. Por isso, eu digo que esse recado tem
lado... E não é o nosso lado, Senador Paim – não é o nosso
lado.
A
educação precisa ser realmente prioridade neste País.
Eu
queria aproveitar o meu pronunciamento para pedir, para inserir dois
documentos nos Anais desta Casa. Um deles é o editorial que
aconselha Deputados e Senadores, da Folha de S.Paulo, do dia 22 de
agosto. E o outro é o documento lançado pela Campanha Nacional pelo
Direito à Educação.
Esses
trabalhadores da educação, esses pesquisadores, esses profissionais
que têm dedicado a vida a encontrar caminhos, saídas, para
enfrentar essa crise que nunca acaba e que ninguém se preocupa;
esses profissionais que trabalham com salários humilhantes, em
condições indignas, que são os que ainda conseguem com muito
esforço garantir o mínimo de qualidade na educação pública
brasileira.
Eu
queria dizer, Senador Paim, para concluir o meu tempo, que estou
muito feliz, porque começa a tomar corpo no Brasil uma mobilização
nacional pelos 10% do PIB para a educação. Assim como foi lançado
o observatório da corrupção e contra a impunidade, que começam a
pipocar os atos, reunindo a sociedade civil em vários lugares – e
agora mesmo, no dia 20, terá um anunciado para o Rio de Janeiro –
e coloco o meu mandato à inteira disposição do povo brasileiro, da
minha categoria, da qual tenho muito orgulho, quando me perguntam: a
senhora é Senadora? Não, estou Senadora. Eu tenho orgulho, sou
professora, sou uma educadora, sou alguém que não abre mão no seu
processo de convivência com as pessoas de trocar, de aprender e de
ensinar. Agora, essa troca é pela busca da cidadania, é pela busca
da justiça, da ética; é pela busca da felicidade humana. E nós
não podemos pensar em felicidade humana sem considerar esta dimensão
importante da vida do povo brasileiro, que é a educação.
Então,
colocamo-nos à disposição da mobilização nacional, da campanha
nacional e, em breve, Senador Paim, na Comissão de Educação, onde
conseguimos antecipar o debate sobre o Plano Nacional, para que o
Senado Federal não seja pego desprevenidamente para votarmos de
afogadilho, como tem acontecido com as medidas provisórias.
Então,
para o Plano Nacional de Educação nós vamos apresentar os novos
estudos, as fontes de financiamento que estão indicadas, que estão
sendo analisadas como o melhor caminho para responder à necessidade
de aplicação de 10% dos recursos do PIB na educação.
Boa-noite
a todos.
FÓRUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DAS MISSÕES
As discussões foram muito boas, com intensa participação da
plenária para a construção da Carta de Princípios do novo Fórum e da Carta de
Santo Ângelo. Contamos com a presença da profª. Rita Coelho, com apresentação
esclarecedora sobre as atuais políticas do MEC para a área. Houve relatos e
troca de experiências entre municípios presentes. Conselho Tutelar, Promotoria
Pública, Câmara de Vereadores, UNDIME/RS, URI, foram algumas das entidades
presentes. O trabalho em rede foi um grande destaque nas apresentações, tendo
em vista sua importância para a oferta de EI.
A organização do Evento, a cargo da SMED de Santo Ângelo, foi impecável
e a acolhida muito afetuosa. Vida longa ao Fórum de Educação Infantil da Região
das Missões.quinta-feira, 18 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
CICLO DE ESTUDOS 2011
Temática: “Diversidade de experiências curriculares na perspectiva das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil”
Local: Sala 101 da FACED/UFRGS (atente para dias em outros espaços!!!)
Horário: 8h30 -12h 30 min (atente para dias com outros horários!!!)
O Fórum Gaúcho de Educação Infantil – FGEI, além de suas ações específicas de incidência política, há vários anos realiza encontros mensais sistemáticos com o objetivo de debater temas acerca das políticas e práticas da educação de crianças de 0 até 6 anos. Neste ano de 2011, o FGEI propõe um Ciclo de Estudos, intitulado, “Diversidade de experiências curriculares na perspectiva das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil”, que irá enfocar o currículo em ação na EI com base no ordenamento legal vigente, especificamente a Res. 05/2009 e o Parecer 20/2009 do CNE.
Buscando ampliar as oportunidades de participação e debate, o FGEI organizou um Ciclo de Estudos, para o qual, ao invés de convidar palestrantes, contará com profissionais da área como dinamizadores do debate, que apresentarão algumas questões/problematizações a partir de leituras, pesquisas e experiências. Além disso, serão convidados também municípios e escolas para realizarem relatos dentro dos temas a serem aprofundados em cada encontro. A experiência será propulsora da discussão e após os relatos, será aberto o debate com base na realidade prática vivida na Escola de EI.
Os temas indicados na Programação serão discutidos tendo como base inicial o material disponibilizado pelo MEC a partir do Programa “Currículo em Movimento”, constituído de textos escritos por especialistas da área e que são fruto de um amplo processo de mobilização nacional em torno do tema “Currículo na EI” ao longo dos últimos anos, tendo o MIEIB como um dos interlocutores do MEC neste processo. No blog do Fórum Gaúcho de Educaçao Infantil estarão disponibilizados os textos para estudos que irão subsidiar a discussao de cada tema.
Desta forma, entendemos contribuir para um compromisso coletivo de estudo, escuta e investigação, que terá como resultado o crescimento de todos/as os envolvidos e a qualificação da EI em nosso Estado.
PROGRAMAÇÃO CICLO DE ESTUDOS 2011Local: Sala 101 da FACED/UFRGS (atente para dias em outros espaços!!!)
Horário: 8h30 -12h 30 min (atente para dias com outros horários!!!)
O Fórum Gaúcho de Educação Infantil – FGEI, além de suas ações específicas de incidência política, há vários anos realiza encontros mensais sistemáticos com o objetivo de debater temas acerca das políticas e práticas da educação de crianças de 0 até 6 anos. Neste ano de 2011, o FGEI propõe um Ciclo de Estudos, intitulado, “Diversidade de experiências curriculares na perspectiva das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil”, que irá enfocar o currículo em ação na EI com base no ordenamento legal vigente, especificamente a Res. 05/2009 e o Parecer 20/2009 do CNE.
Buscando ampliar as oportunidades de participação e debate, o FGEI organizou um Ciclo de Estudos, para o qual, ao invés de convidar palestrantes, contará com profissionais da área como dinamizadores do debate, que apresentarão algumas questões/problematizações a partir de leituras, pesquisas e experiências. Além disso, serão convidados também municípios e escolas para realizarem relatos dentro dos temas a serem aprofundados em cada encontro. A experiência será propulsora da discussão e após os relatos, será aberto o debate com base na realidade prática vivida na Escola de EI.
Os temas indicados na Programação serão discutidos tendo como base inicial o material disponibilizado pelo MEC a partir do Programa “Currículo em Movimento”, constituído de textos escritos por especialistas da área e que são fruto de um amplo processo de mobilização nacional em torno do tema “Currículo na EI” ao longo dos últimos anos, tendo o MIEIB como um dos interlocutores do MEC neste processo. No blog do Fórum Gaúcho de Educaçao Infantil estarão disponibilizados os textos para estudos que irão subsidiar a discussao de cada tema.
Desta forma, entendemos contribuir para um compromisso coletivo de estudo, escuta e investigação, que terá como resultado o crescimento de todos/as os envolvidos e a qualificação da EI em nosso Estado.
DATAS
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TEMAS
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DEBATEDOR/A
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RELATO
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14 de março
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Proposição do Ciclo 2011: temas, dinâmica: discussão,
relatos, textos para estudo (MEC)
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Coordenação colegiada do FGEI
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Levantamento de sugestões de municípios/escolas para
relato de acordo com as temáticas
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18 de abril
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O Currículo na Educação Infantil: história,
especificidades e desafios
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Simone Albuquerque e Maria Luiza Flores
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Discussão a partir do documento das DCNEI Res. 05/2009 e
do Parecer 20/2009 do CNE
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16 de maio
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As Linguagens como eixo articulador do Currículo na
Educação infantil
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Maria Carmen Barbosa (UFRGS) e Sandra Richter (UNISC)
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20 de junho
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Os bebês no currículo: ações cotidianas
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Raquel Freitas, Carolina Gobatto e Paulo Fochi.
(PPGEDU/UFRGS)
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Relato de pesquisas com bebês
(PPGEDU/UFRGS)
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18 de julho
LOCAL:
Faculdade de Direito da UFRGS
Rua João Pessoa, nº 80.
Centro/POA
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MANHÃ: Debate e relato: Saúde e Bem-estar na EI
_______________
TARDE: Debate sobre a implementação do PROINFÂNCIA no RS
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Dr. Rosane Rohden
Prefeitura Municipal de São Leopoldo
Coordenação: FGEI
Representações do MEC/FNDE e COEDI; entidades: UNDIME;
UNCME; SEDUC; CEED; TCE/RS; MPE/RS
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Relato de Experiência de uma Escola Infantil do município
de São Leopoldo - EMEI ACÁCIA MIMOSA (Prof.Cristiane Mainardi)
_________
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15 de agosto
LOCAL UNISINOS
9h:
Sala 1
A - Centro de Ciências Humanas
(Antigo Centro 1) 11h: Visita à BRINQUEDOTECA
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A brincadeira e as práticas
cotidianas na Educação infantil
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Marita Redin- UNISINOS
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Experiências e Projetos da Brinquedoteca da UNISINOS
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05 de setembro
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A criança, a Natureza e suas interações no Currículo da EI
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Ana do Carmo Gonçalves e Eliane Meirelles Leite (FURG-
PPGEA)
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Relato de Experiência
Escola Amigos do Verde (POA/RS)
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17 de outubro
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Conhecimentos, linguagens e articulações entre a EI e o
Ensino Fundamental
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Professora Débora Leão (UFSM)
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Relato: SMED/POA
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21 de novembro
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A Cultura Visual na construção das Infâncias
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Roseane Coelho
(UFSM)
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Relato de pesquisa:
Profas. Ms. Luciane Abreu e Ticiane Horn
(PPGEDU-UFRGS)
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quarta-feira, 27 de julho de 2011
NA PRESSA E NA PRESSÃO
ROSELY SAYÃO
Por que tanto desespero? Saber
ler, escrever e contar antes dos seis ou sete anos não quer dizer nada.
RECEBO MUITAS, muitas perguntas e
dúvidas de pais que têm filhos com seis anos, mais ou menos. Várias mensagens
chegam em tom quase desesperado. O motivo? O processo de alfabetização dos
filhos.
Vamos tentar acalmar esses pais
com alguns esclarecimentos importantes para que, um pouco mais tranquilos, eles
não pressionem tanto seus filhos.
De partida, é bom avisar: a
criança tem tempo de sobra para se desenvolver nesse processo. Qual o prazo? No
ensino fundamental, com duração de nove anos, esperamos que a maioria dos
alunos esteja alfabetizada ao final do segundo ano.
Por isso, caro leitor, caso o seu
filho esteja no primeiro ano, pode relaxar. Ele ainda tem pelo menos um ano e
meio para se aprimorar no processo da leitura, primeiramente, e escrita.
Acontece que muitos pais foram
convencidos pela sociedade de que é melhor a criança aprender o mais cedo
possível a ler, escrever e trabalhar com números. Não é.
Já temos inúmeros estudos e
pesquisas apontando que crianças precocemente introduzidas no ensino formal não
se mostram, no futuro, mais avançadas nos estudos. Além disso, até demonstram
menor curiosidade pelos estudos e menos criatividade nos trabalhos escolares do
que suas colegas que se dedicaram a brincar nos anos da primeira infância.
Tem mais: as crianças massacradas
por escolas e famílias para a vida escolar no estilo acadêmico antes dos sete
anos desenvolvem mais doenças resultantes da ansiedade e da pressão, tais como
estresse, desatenção, distúrbios alimentares e do sono, entre outras.
Veja, caro leitor, o resultado
dessa ideia que a sociedade desenvolveu nos pais. Uma leitora, que coloco no
grupo dos pais desesperados, conta que mudou de cidade e sua filha, matriculada
no primeiro ano, já sabia ler e escrever muitas coisas. Mas agora, na
transferência de escola, parece que regrediu e se esqueceu de muita coisa que
havia aprendido.
O que nossa leitora não percebe é
que, se a garotinha esqueceu, é porque não havia aprendido. Talvez tivesse sido
treinada, condicionada ou coisa que o valha a escrever e ler algumas palavras.
Quem se alfabetiza com sentido, ou seja, quem entende primeiramente a função
social da leitura e da escrita, não se esquece com essa facilidade.
Outra mãe que tem a filha também
no primeiro ano me escreveu reclamando da escola, por ter enviado muitas lições
para serem feitas nas férias. Mas, de quebra, contou que a filha leva duas
horas diariamente fazendo lições de casa e, três vezes por semana, ainda faz
acompanhamento psicopedagógico por indicação da escola, por apresentar
"dificuldades na alfabetização".
Fico penalizada com a vida que
essa menina (como muitas outras) está levando. Quando será que ela brinca?
Brincar é uma coisa que, até os seis anos, a criança deveria fazer o tempo
todo.
O ensino formal de leitura e
escrita e o trabalho com números podem ser iniciados aos sete anos sem prejuízo
algum para a vida escolar futura dessas crianças. Por que tanta pressa? Saber
ler, escrever e contar antes dos seis, sete anos não significa absolutamente
nada.
O que significa muito no futuro
desenvolvimento do chamado processo de letramento é a criança aprender, desde
bebê, o prazer da leitura. Contar histórias para ela, dar livros bonitos para
ela brincar e "ler", conversar bastante com ela para que amplie seu
vocabulário, ouvir com atenção as histórias que ela gosta de contar e brincar
com os sons das palavras são alguns exemplos de como os pais podem ajudar no desenvolvimento
de seus filhos.
Mas sem pressão, por favor! As
crianças agradecem.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora
de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)
Reprodução
site:http://www.folha.uol.com.br/
quarta-feira, 20 de julho de 2011
FGEI REUNE MAIS DE 70 MUNICIPIOS EM SUA PLENÁRIA MENSAL
Na última segunda-feira, dia 18/07/11, o FGEI realizou sua
Plenária mensal, incluindo no turno da tarde uma mesa específica para discussão
do PROINFÂNCIA. Para esta mesa de debate, contamos com a presença do MEC/COEDI
e FNDE, além de representantes de entidades gaúchas ligadas à causa do direito
das crianças à Educação Infantil.
O objetivo principal do encontro foi discutir no âmbito estadual
o controle social sobre esta política federal voltada à ampliação do
atendimento às crianças de 0 a
6 anos, envolvendo atores como os movimentos sociais, a UNDIME, a UNCME, O
TCE/RS, o MPE, o CEDICA, a SEDUC, o CEED e a Comissão de Educação da
AL/RS.
Os presentes destacaram a importância da iniciativa do
FGEI e avaliaram ser este um primeiro passo para um diálogo intersetorial
que venha fortalecer essa política de expansão da oferta de EI, dentro das
condições de qualidade referenciadas pela Res. 05/09 do CNE - DCNs para a
Educação Infantil.
Do debate, destacaram-se as seguintes colocações: estas novas
unidades, construídas com verbas públicas destinadas ao PROINFÂNCIA, devem
manter-se públicas e gratuitas, garantindo a oferta de atendimento em tempo
integral para toda a faixa etária, considerada a demanda social das famílias. E
também foi reforçado, que mesmo que a Educação Infantil seja de
responsabilidade prioritária dos municípios, o governo estadual precisa assumir
sua parcela de responsabilidade apontada constitucionalmente com a colaboração
técnica e financeira aos municípios, conforme cada realidade.
domingo, 10 de julho de 2011
IX SEMINÁRIO EDUCAÇÃO INFANTIL EM DEBATE: CURRÍCULO, LINGUAGENS E INFÂNCIAS
Estão abertas as incriçoes para trabalhos no IX Seminário Educação Infantil em Debate: Currículo, Linguagens e Infâncias. O evento está sendo promovido pelo NEPE - Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância do Instituto de Educação. Este ano o evento sediará o VII Encontro Estadual do Fórum Gaúcho de Educação Infantil, além de trazerem sua programação conferências, palestras, minicursos, apresentações de trabalho, exposições e seção de cinema. O período para inscrições de trabalhos irá até o dia 15 de julho de 2011. Mais informações, como eixos temáticos para as apresentações e valores das inscrições, podem ser encontradas pelo site do evento: http://www. educacaoinfantilemdebate.furg. br/
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