domingo, 28 de agosto de 2011

FÓRUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DAS MISSÕES


As discussões foram muito boas, com intensa participação da plenária para a construção da Carta de Princípios do novo Fórum e da Carta de Santo Ângelo. Contamos com a presença da profª. Rita Coelho, com apresentação esclarecedora sobre as atuais políticas do MEC para a área. Houve relatos e troca de experiências entre municípios presentes. Conselho Tutelar, Promotoria Pública, Câmara de Vereadores, UNDIME/RS, URI, foram algumas das entidades presentes. O trabalho em rede foi um grande destaque nas apresentações, tendo em vista sua importância para a oferta de EI.
A organização do Evento, a cargo da SMED de Santo Ângelo, foi impecável e a acolhida muito afetuosa. Vida longa ao Fórum de Educação Infantil da Região das Missões.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

CICLO DE ESTUDOS 2011

Temática: “Diversidade de experiências curriculares na perspectiva das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil”
Local: Sala 101 da FACED/UFRGS (atente para dias em outros espaços!!!)
Horário: 8h30 -12h 30 min (atente para dias com outros horários!!!)

O Fórum Gaúcho de Educação Infantil – FGEI, além de suas ações específicas de incidência política, há vários anos realiza encontros mensais sistemáticos com o objetivo de debater temas acerca das políticas e práticas da educação de crianças de 0 até 6 anos. Neste ano de 2011, o FGEI propõe um Ciclo de Estudos, intitulado, “Diversidade de experiências curriculares na perspectiva das Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil”, que irá enfocar o currículo em ação na EI com base no ordenamento legal vigente, especificamente a Res. 05/2009 e o Parecer 20/2009 do CNE.
Buscando ampliar as oportunidades de participação e debate, o FGEI organizou um Ciclo de Estudos, para o qual, ao invés de convidar palestrantes, contará com profissionais da área como dinamizadores do debate, que apresentarão algumas questões/problematizações a partir de leituras, pesquisas e experiências. Além disso, serão convidados também municípios e escolas para realizarem relatos dentro dos temas a serem aprofundados em cada encontro. A experiência será propulsora da discussão e após os relatos, será aberto o debate com base na realidade prática vivida na Escola de EI.
Os temas indicados na Programação serão discutidos tendo como base inicial o material disponibilizado pelo MEC a partir do Programa “Currículo em Movimento”, constituído de textos escritos por especialistas da área e que são fruto de um amplo processo de mobilização nacional em torno do tema “Currículo na EI” ao longo dos últimos anos, tendo o MIEIB como um dos interlocutores do MEC neste processo. No blog do Fórum Gaúcho de Educaçao Infantil estarão disponibilizados os textos para estudos que irão subsidiar a discussao de cada tema.
Desta forma, entendemos contribuir para um compromisso coletivo de estudo, escuta e investigação, que terá como resultado o crescimento de todos/as os envolvidos e a qualificação da EI em nosso Estado.
PROGRAMAÇÃO CICLO DE ESTUDOS 2011

DATAS
TEMAS
DEBATEDOR/A
RELATO

14 de março
Proposição do Ciclo 2011: temas, dinâmica: discussão, relatos, textos para estudo (MEC)
Coordenação colegiada do FGEI
Levantamento de sugestões de municípios/escolas para relato de acordo com as temáticas
18 de abril
O Currículo na Educação Infantil: história, especificidades e desafios
Simone Albuquerque e Maria Luiza Flores
Discussão a partir do documento das DCNEI Res. 05/2009 e do Parecer 20/2009 do CNE
16 de maio
As Linguagens como eixo articulador do Currículo na Educação infantil
Maria Carmen Barbosa (UFRGS) e Sandra Richter (UNISC)

20 de junho
Os bebês no currículo: ações cotidianas
Raquel Freitas, Carolina Gobatto e Paulo Fochi.
(PPGEDU/UFRGS)
Relato de pesquisas com bebês 
(PPGEDU/UFRGS)
18 de julho
LOCAL:
Faculdade de Direito da  UFRGS
Rua João Pessoa, nº 80.
Centro/POA


MANHÃ: Debate e relato: Saúde e Bem-estar na EI
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TARDE: Debate sobre a implementação do PROINFÂNCIA no RS
Dr. Rosane Rohden
Prefeitura Municipal de São Leopoldo


Coordenação: FGEI
Representações do MEC/FNDE e COEDI; entidades: UNDIME; UNCME; SEDUC; CEED; TCE/RS; MPE/RS

Relato de Experiência de uma Escola Infantil do município de São Leopoldo - EMEI ACÁCIA MIMOSA (Prof.Cristiane Mainardi)
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15 de agosto
LOCAL UNISINOS
9h:
Sala 1 A - Centro de Ciências Humanas
(Antigo Centro 1) 11h: Visita à BRINQUEDOTECA
A brincadeira e as práticas cotidianas na Educação infantil

Marita Redin- UNISINOS

Experiências e Projetos da Brinquedoteca da UNISINOS
05 de setembro
A criança, a Natureza e suas interações no Currículo da EI
Ana do Carmo Gonçalves e Eliane Meirelles Leite (FURG- PPGEA)

Relato de Experiência
Escola Amigos do Verde (POA/RS)
17 de outubro

Conhecimentos, linguagens e articulações entre a EI e o Ensino Fundamental
Professora Débora Leão (UFSM)

Relato: SMED/POA
21 de novembro
A Cultura Visual na construção das Infâncias
Roseane Coelho (UFSM)
Relato de pesquisa:
Profas. Ms. Luciane Abreu e Ticiane Horn
(PPGEDU-UFRGS)


quarta-feira, 27 de julho de 2011

NA PRESSA E NA PRESSÃO

ROSELY SAYÃO
Por que tanto desespero? Saber ler, escrever e contar antes dos seis ou sete anos não quer dizer nada.
RECEBO MUITAS, muitas perguntas e dúvidas de pais que têm filhos com seis anos, mais ou menos. Várias mensagens chegam em tom quase desesperado. O motivo? O processo de alfabetização dos filhos.
Vamos tentar acalmar esses pais com alguns esclarecimentos importantes para que, um pouco mais tranquilos, eles não pressionem tanto seus filhos.
De partida, é bom avisar: a criança tem tempo de sobra para se desenvolver nesse processo. Qual o prazo? No ensino fundamental, com duração de nove anos, esperamos que a maioria dos alunos esteja alfabetizada ao final do segundo ano.
Por isso, caro leitor, caso o seu filho esteja no primeiro ano, pode relaxar. Ele ainda tem pelo menos um ano e meio para se aprimorar no processo da leitura, primeiramente, e escrita.
Acontece que muitos pais foram convencidos pela sociedade de que é melhor a criança aprender o mais cedo possível a ler, escrever e trabalhar com números. Não é.
Já temos inúmeros estudos e pesquisas apontando que crianças precocemente introduzidas no ensino formal não se mostram, no futuro, mais avançadas nos estudos. Além disso, até demonstram menor curiosidade pelos estudos e menos criatividade nos trabalhos escolares do que suas colegas que se dedicaram a brincar nos anos da primeira infância.
Tem mais: as crianças massacradas por escolas e famílias para a vida escolar no estilo acadêmico antes dos sete anos desenvolvem mais doenças resultantes da ansiedade e da pressão, tais como estresse, desatenção, distúrbios alimentares e do sono, entre outras.
Veja, caro leitor, o resultado dessa ideia que a sociedade desenvolveu nos pais. Uma leitora, que coloco no grupo dos pais desesperados, conta que mudou de cidade e sua filha, matriculada no primeiro ano, já sabia ler e escrever muitas coisas. Mas agora, na transferência de escola, parece que regrediu e se esqueceu de muita coisa que havia aprendido.
O que nossa leitora não percebe é que, se a garotinha esqueceu, é porque não havia aprendido. Talvez tivesse sido treinada, condicionada ou coisa que o valha a escrever e ler algumas palavras. Quem se alfabetiza com sentido, ou seja, quem entende primeiramente a função social da leitura e da escrita, não se esquece com essa facilidade.
Outra mãe que tem a filha também no primeiro ano me escreveu reclamando da escola, por ter enviado muitas lições para serem feitas nas férias. Mas, de quebra, contou que a filha leva duas horas diariamente fazendo lições de casa e, três vezes por semana, ainda faz acompanhamento psicopedagógico por indicação da escola, por apresentar "dificuldades na alfabetização".
Fico penalizada com a vida que essa menina (como muitas outras) está levando. Quando será que ela brinca? Brincar é uma coisa que, até os seis anos, a criança deveria fazer o tempo todo.
O ensino formal de leitura e escrita e o trabalho com números podem ser iniciados aos sete anos sem prejuízo algum para a vida escolar futura dessas crianças. Por que tanta pressa? Saber ler, escrever e contar antes dos seis, sete anos não significa absolutamente nada.
O que significa muito no futuro desenvolvimento do chamado processo de letramento é a criança aprender, desde bebê, o prazer da leitura. Contar histórias para ela, dar livros bonitos para ela brincar e "ler", conversar bastante com ela para que amplie seu vocabulário, ouvir com atenção as histórias que ela gosta de contar e brincar com os sons das palavras são alguns exemplos de como os pais podem ajudar no desenvolvimento de seus filhos.
Mas sem pressão, por favor! As crianças agradecem.
ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha) 
Reprodução site:http://www.folha.uol.com.br/


quarta-feira, 20 de julho de 2011

FGEI REUNE MAIS DE 70 MUNICIPIOS EM SUA PLENÁRIA MENSAL

Na última segunda-feira, dia 18/07/11, o FGEI realizou sua Plenária mensal, incluindo no turno da tarde uma mesa específica para discussão do PROINFÂNCIA. Para esta mesa de debate, contamos com a presença do MEC/COEDI e FNDE, além de representantes de entidades gaúchas ligadas à causa do direito das crianças à Educação Infantil.
O objetivo principal do encontro foi discutir no âmbito estadual o controle social sobre esta política federal voltada à ampliação do atendimento às crianças de 0 a 6 anos, envolvendo atores como os movimentos sociais, a UNDIME, a UNCME, O TCE/RS, o MPE, o CEDICA, a SEDUC, o CEED e a Comissão de Educação da AL/RS.
Os presentes destacaram  a importância da iniciativa do FGEI e avaliaram ser este um primeiro passo para um diálogo intersetorial que venha fortalecer essa política de expansão da oferta de EI, dentro das condições de qualidade referenciadas pela Res. 05/09 do CNE - DCNs para a Educação Infantil.
Do debate, destacaram-se as seguintes colocações: estas novas unidades, construídas com verbas públicas destinadas ao PROINFÂNCIA, devem manter-se públicas e gratuitas, garantindo a oferta de atendimento em tempo integral para toda a faixa etária, considerada a demanda social das famílias. E também foi reforçado, que mesmo que a Educação Infantil seja de responsabilidade prioritária dos municípios, o governo estadual precisa assumir sua parcela de responsabilidade apontada constitucionalmente com a colaboração técnica e financeira aos municípios, conforme cada realidade. 



domingo, 10 de julho de 2011

IX SEMINÁRIO EDUCAÇÃO INFANTIL EM DEBATE: CURRÍCULO, LINGUAGENS E INFÂNCIAS

Estão abertas as incriçoes para trabalhos no IX Seminário Educação Infantil em Debate: Currículo, Linguagens e Infâncias. O evento está sendo promovido pelo NEPE - Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância do Instituto de Educação.  Este ano o evento sediará o VII Encontro Estadual do Fórum Gaúcho de Educação Infantil, além de trazerem sua programação conferências, palestras, minicursos, apresentações de trabalho, exposições e seção de cinema. O período para inscrições de trabalhos irá até o dia 15 de julho de 2011. Mais informações, como eixos temáticos para as apresentações e valores das inscrições, podem ser encontradas pelo site do evento: http://www.educacaoinfantilemdebate.furg.br/



CONSELHO AUTORIZA CRECHE A FECHAR NAS FÉRIAS


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou ontem, por unanimidade, um parecer considerando que creches e pré-escolas não devem funcionar no período de recesso ou de férias. A consulta foi feita pela Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

O parecer do CNE deverá ser homologado em breve pelo Ministério da Educação e, depois, publicado no “Diário Oficial da União”, servindo de norma para todo o país.

No ano passado, as defensorias públicas em São Paulo e Jundiaí (58 km da capital) conseguiram na Justiça uma decisão proibindo o fechamento de berçários, creches e pré-escolas nas férias.
A ação foi protocolada após pais de crianças alegarem que, durante o recesso, não tinham onde deixar os filhos pequenos para ir ao trabalho. Há dois meses, a defensoria de Santos (litoral de São Paulo) conseguiu o mesmo benefício.

Para tomar a decisão, o CNE alegou que creches e pré-escolas precisam de recesso para organizar currículos e planejar as atividades educacionais das crianças.


As escolas não podem levar todo o peso do mundo. Creches e pré-escolas são instituições educacionais, e não de assistência social”, disse o conselheiro Cesar Callegari, que foi relator do processo.

Para ele, o período de férias escolares também é fundamental para estimular a convivência familiar da criança. “Nem todas as necessidades das crianças podem e devem ser atendidas pelas instituições educacionais. Não convém sobrecarregá-las”, afirmou.

Segundo a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), se as creches funcionassem durante todo o ano, sem interrupção, seria necessário mais professores e aumentar em 33% os investimentos.







COMITÊ DIRETIVO DO MIEIB PARTICIPOU DE REUNIÃO DO CNE










No dia 07 de julho, os membros do Comitê Diretivo do MIEIB participaram da reunião do CNE sobre o Parecer que trata do funcionamento de creches e pré-escolas sem interrupção, ao longo do ano.

O Conselheiro César Callegari, relator designado, sugeriu um Parecer contrário ao funcionamento ininterrupto, o qual foi ratificado por todas as organizações presentes (sindicatos, secretarias municipais e estaduais de educação, movimentos sociais, ministérios, etc.).

O MIEIB na sua intervenção fez considerações e propostas para qualificação do texto do Parecer, as quais foram acatadas e incorporadas pelo relator designado, Conselheiro César Callegari.

Em breve será divulgada a ata da reunião.

Fonte: Secretaria Executiva do MIEIB.
Foto: Conselheiro César Callegari, Luzinete (RJ), Mariete (MS), Marlene (BA), Estela Maris (MEC/COEDI), Maria Luiza (RS) e Rosilene (PA).

segunda-feira, 13 de junho de 2011

‘‘Além de expansão, PNE deveria prever qualidade’’, diz Campanha Nacional

Autor: Portal Aprendiz | Data: 10 de junho de 2011
As metas e diretrizes do novo Plano Nacional de Educação (PNE), apresentado pelo Poder Executivo em dezembro de 2010, preveem expansão do ensino, mas sem garantir qualidade. A conclusão é do coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. A instituição propôs 101 emendas ao texto final do PL 8035/2010.
O Plano, que tramita na Câmara dos Deputados, recebeu 2.915 sugestões de emendas da sociedade civil, até a última quarta-feira (8/6). O número representa um recorde de participação. Até então, o projeto da Constituição Federal de 1988 foi o que recebeu mais propostas, alcançando 1,5 mil.
Instituições ligadas à educação comemoraram. Com previsão de vinte metas a serem cumpridas para os próximos dez anos, o projeto do PNE foi debatido por diversas entidades, movimentos sociais e organizações.
Das emendas propostas pela Campanha Nacional, aproximadamente 20% estão relacionadas ao financiamento do ensino. “Nas propostas, trabalhamos na lógica de reorganizar o sistema de financiamento. Porque existe algo claro: se a União não melhorar os patamares de investimento e não distribuir recursos para estados menos desfavorecidos, o Brasil vai continuar reproduzindo desigualdades”, disse Cara.
O PNE prevê 7% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, enquanto movimentos sociais e entidades ligadas à educação pedem 10%. Segundo estudo do professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nelson Cardoso do Amaral, se os 7% forem mantidos, o Brasil só chegará ao custo anual por aluno para uma educação de qualidade em 2060. Com 10% do PIB, a meta seria atingida em 2030.
“Teremos, durante os próximos 20 anos, uma taxa de população em idade escolar alta. Isso significa que é gente pronta para trabalhar. Se não educarmos essa população com boa qualidade, o resultado vai ser desastroso”, analisa o coordenador. “No futuro, não conseguiremos pagar os sistemas previdenciários, porque o Brasil vai ser uma população que só exporta produtos agrícolas, por não ter desenvolvido sua capacidade produtiva.”
O Congresso Nacional instituiu uma Comissão Especial dedicada a analisar o Plano, em 13 de abril. Até agora, ela realizou quatro audiências públicas na Câmara. Além disso, deputados federais pretendem estabelecer parcerias com deputados estaduais e organizar audiências públicas nos estados.
O relator do Plano, deputado Angelo Vanhoni (PT/ PR), já afirmou que a primeira versão do relatório será entregue até o início de setembro. Mas com o número alto de emendas, ainda não é possível determinar quando o relatório estará pronto para ser votado.
A análise dos deputados da Comissão é terminativa. Depois de votado, nesta esfera, o texto deverá seguir diretamente para o Senado Federal.

EMENDAS PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

O MIEIB integra o Comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à
Educação e apoia as emendas encaminhadas abaixo.

Emendas do movimento “PNE pra Valer!” ao PL 8035/2010, novo Plano Nacional
de Educação.
*Visualizar documento:*
http://pnepravaler.org.br/wp-content/uploads/2011/06/Emendas_PNEpraValer_31maio2011.pdf