O FÓRUM DE EDUCAÇÃO INFANTIL DO EXTREMO SUL GAÚCHO – FEIESG convida a todos os interessados em EDUCAÇÃO para a sua segunda ação, que consiste em um encontro cujo tema abordado será:
“O CREDENCIAMENTO, A REGULAMENTAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL E A GARANTIA DOS DIREITOS DAS CRIANÇAS”.
Os participantes da mesa de debate serão os seguintes:
- Professora Maria Renata Alonso Mota, Núcleo de Estudo e Pesquisa em Educação da Infância – NEPE/FURG.
- Professora Maria Aparecida Reyer, presidente do Conselho Municipal de Educação de Rio Grande.
- Professora Maria Eulália Lemões, presidente do Conselho Municipal de Educação de Pelotas.
- Drª Luciara Robe da Silveira Pereira, Promotora de Justiça da Promotoria da Infância e da Juventude.
Dia: 22 de novembro de 2011
Horário: 14 horas
Local: Sala 4110 – Pavilhão 4 – Campus Carreiros da FURG
SUA PARTICIPAÇÃO É MUITO IMPORTANTE.
ENTRADA FRANCA.
Para mais informações acesse o blog do FEIESG http://forumregional-educacaoinfantil.blogspot.com/
O Fórum Gaúcho de Educação Infantil (FGEI) é uma entidade autônoma, suprapartidária e interinstitucional, ligada ao Movimento Interfóruns de Educação Infantil (MIEIB), que congrega os fóruns de Educação Infantil de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. Criado em 1999, FGEI tem se mantido atento às questões da área, atuante no cenário do Estado e integrado na luta por uma Educação Infantil de qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
domingo, 20 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
XXVII ENCONTRO NACIONAL MIEIB
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PESQUISADORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL CRITICAM IDEIA DE AVALIAÇÃO EM PROGRAMA PARA PRIMEIRA INFÂNCIA DO GOVERNO FEDERAL
A
proposta da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência
(SAE) de criar e integrar políticas de atenção à primeira
infância tem gerado intenso debate entre pesquisadores e
profissionais da educação infantil. O ponto polêmico da discussão
é a ideia de avaliar crianças de 0 a 5 anos (de creches e
pré-escolas) com base em um modelo que já foi adotado
pelo Rio de Janeiro, em parceria com a SAE.
“Esse
material quer exatamente avaliar crianças a partir de indicadores
restritos, repetidos. Algo que já tinha sido deixado de lado”,
afirmou Maria Letícia Nascimento, professora doutora da Faculdade de
Educação da USP e pesquisadora na área da sociologia da infância
e da educação infantil.
Segundo
a professora, medidas dessa natureza estavam em voga no país na
década de 70, e já tinham deixado de lado pelos pedagogos, sendo
retomada agora por economistas e gestores (leia entrevista com
a pesquisadora).
A SAE desenhou uma Política de
Desenvolvimento Integral na Primeira Infância, que será executada
com outros ministérios. Para apresentar publicamente essas
iniciativas para a primeira infância, a SAE realizou nesta semana o
Seminário “Cidadão do Futuro”. Foram discutidas políticas de
promoção do desenvolvimento integral na primeira infância, de
avaliação do desenvolvimento infantil, entre outras (veja a
programação completa no site
do evento).
A proposta de criar um protocolo unificado é mencionada no documento
divulgado no seminário.
Reação
dos pesquisadores
Grupos
de pesquisadores emitiram notas contra políticas públicas com esse
caráter de investimento, que pode ser visualizado na declaração da
secretária municipal da Educação do Rio de Janeiro, Claudia
Costin, durante o Seminário: “a creche agrega valor à criança
que consegue se desenvolver conforme os padrões internacionais
estabelecidos” – veiculou
Em
dois dias de debate, enfatizou a Maria Letícia, poucos pedagogos
foram ouvidos, em um mar de economistas, administradores, políticos
e cientistas de várias áreas. Em especial, o assunto de avaliação
discutido no Seminário vem de proposta aplicada previamente no Rio
de Janeiro – e que vem sendo alvo de intensas críticas de
pesquisadores, como Maria Letícia.
Chamado
de ASQ-3, o método avaliativo adotado no município do Rio de
Janeiro em parceria com a SAE é aplicado em crianças de 2 meses a 5
anos e meio de idade, em toda a rede de educação infantil pública
e conveniada. São cinco os domínios do desenvolvimento infantil avaliados, como
comunicação e coordenação motora.
Coletivos
que estudam a educação na primeira infância, como o Grupo de
Trabalho (GT-7) da Associação Nacional de Pós-Graduação e
Pesquisa em Educação (ANPEd) e o Movimento Interfóruns de Educação
Infantil do Brasil (MIEIB) se manifestam contra a iniciativa, e estão
procurando mobilizar a sociedade para impedir esse processo, que
consideram equivocado.
Na
moção de repúdio feita pela ANPEd, os professores se posicionaram
contra os métodos avaliativos de crianças de zero a seis anos, e a
encaminharam para o Ministério da Educação (MEC), o Conselho
Nacional de Educação (CNE), e diversos outros órgãos competentes.
“O
GT 07 - Educação da criança de 0 a 6 anos manifesta seu REPÚDIO à
adoção de políticas públicas em âmbito nacional, estadual e
municipal de avaliação em larga escala do desempenho da criança de
0 até 6 anos de idade, por meio de questionários, testes, provas e
quaisquer outros instrumentos, uma vez que tais procedimentos
desconsideram a concepção de Educação Infantil e de avaliação
presente na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei n. 9394/96),
nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
(Resolução CNE/CEB nº 05 de dezembro de 2009) e nos Indicadores da
Qualidade na Educação Infantil (2009).”
Educação
como direito
O
documento emitido pelo MIEIB enfatiza a defesa de políticas que
reconheçam as crianças de zero a seis anos como sujeitos de
direito. E ressalta que, para normatizar esta etapa da educação, já
existe uma série de documentos que dão suporte legal e orientam
essa oferta educacional.
Assim,
aponta, “há riscos importantes que não podemos correr neste
processo de articulação de políticas”. Um deles seria a
utilização de medidas avaliativas “aos moldes de avaliações de
impacto em larga escala”.
“É
sabido que este tipo de avaliação desconsidera o processo e os
insumos de fato necessários para a oferta de educação de
qualidade, além de direcionar programas e currículos em uma
perspectiva de viés classificatório e pernicioso para os objetivos
emancipatórios da educação que se fazem necessários na realidade
brasileira”. O manifesto também propõe desafios como a ampliação
de vagas e a valorização do corpo docente.
A
assessoria de comunicação da SAE não respondeu ao pedido de
entrevista do Observatório da Educação até o fechamento desta
reportagem.
Reprodução: http://www.observatoriodaeducacao.org.br
“ESTÃO DEIXANDO A PESQUISA DE EDUCAÇÃO DE LADO”, AFIRMA PROFESSORA DA USP SOBRE PROPOSTA DE AVALIAÇÃO EM CRECHES
Quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Reprodução: http://www.observatoriodaeducacao.org.br
Maria
Letícia Nascimento é professora doutora da Faculdade de Educação
da USP e pesquisadora na área da sociologia da infância e da
educação infantil. Participa do Fórum Paulista de Educação
Infantil e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em
Educação (ANPEd).
Por
essa última faz parte de Grupo de Trabalho (GT) nº7, que emitiu moção de repúdio
à adoção de políticas públicas em âmbito nacional, estadual e municipal de
avaliação em larga escala do desempenho da criança de zero até 6 anos de idade.
Leia a seguir a entrevista que concedeu ao Observatório.
Observatório da Educação - Existem problemas
na avaliação para crianças que está sendo proposta?
Maria Letícia Nascimento - Há muitos anos, na década de
50 e 70, dentro e fora do Brasil, havia uma proposta cuja síntese era a educação
compensatória, mas era uma educação que se pautava pela ideia de “criança
universal”. Que acreditava que todas as crianças são exatamente iguais do ponto
de vista do desenvolvimento.
Se uma criança faz uma coisa em um momento,
todas farão. E essa criança universal era fruto de pesquisas científicas, à
medida que essa pesquisa tirava o contexto, a imagem da criança universal era
generalizada, e se aplicava a todas as crianças.
Inventava-se material, formação, uma série de
coisas, de maneira que todas as crianças correspondessem à idealização.
Pesquisas posteriores perceberam que a ideia de criança universal não existe,
você pode ter indicativos do que as crianças são capazes de fazer do ponto de
vista físico, linguagem, mas nem todas passam pelas mesmas coisas ao mesmo
tempo. Esse material que chegou quer exatamente avaliar crianças a partir de
indicadores restritos, repetidos. Isso que já tinha sido deixado de lado.
Esse material não pode ser usado na educação. A
gente não é professor para medir se ela [criança] já é capaz de fazer uma coisa
ou outra, mas para promover situações em que elas possam brincar, interagir e
ter acesso ao mundo cultural dos adultos, para que elas produzam sua própria
cultura.
Não é neurociência que entende a criança
pequena. Nós da educação temos condição de entender a criança em contexto de
educação. Estão deixando a pesquisa de educação de lado. Estão vendo crianças
como objetos. Você lubrifica aqui, troca o óleo e as crianças vão funcionar
durante muito tempo. Elas estão virando objetos de novo, deixaram de ser
sujeitos.
Observatório – Se é retrógrado, por que
ressurge nesse momento?
Maria Letícia – Se imagina que esse tipo de
situação seja uma saída para países desiguais como o nosso, porque vai trabalhar
desse jeito com crianças pobres, é investimento. Os economistas compraram a
ideia. Apostam que o grande investimento no país é investir na primeira
infância. Acho que estão corretos teoricamente, mas para eles isso é conseguir
controlar criança dentro de uma perspectiva de desenvolvimento
igual.
Outro dia recebi propaganda de livro chamado
“Como Investir na Primeira Infância” (Singular, 2011, 308 páginas), escrito por
economistas. É um investimento, os economistas compraram a ideia da
neurociência. É possível ganhar dinheiro com isso. É uma situação que nos deixa
atônitos.
Ninguém imaginou que viria agora com essa
força, e ninguém está preocupado com uma pesquisa que tem sido feita sobre
crianças pequenas a não ser na área da neuropsicologia cognitiva e na economia.
São as três áreas unidas para propor controle do desenvolvimento das
crianças.
Crianças serão avaliadas [com referência a]
essa criança idealizada. Se a criança é prematura, você tem que descontar dois
meses. São 7 meses, mais 15 dias... É algo funcional. Crianças que convivem
juntas, ou que eu e você aprendemos não é considerado, é considerada a idade
delas. Pode ser interessante isso pensar em investimento, o povo da saúde que
gosta de controlar. Dentição etc., controla as coisas todas, mas para educação
isso não tem o menor sentido.
Temos instrumento construído pelos pedagogos,
especialistas da área, para avaliação, auto-avaliação, os Indicadores de
Qualidade na Educação Infantil. Onde se avalia contexto, não se avalia crianças.
O que a gente tem que avaliar são contextos em que as crianças podem interagir e
tudo isso. Nem todas as crianças se desenvolvem do mesmo jeito.
Tem um sociólogo dinamarquês de que gosto
muito, Jens Qvortrup. Ele diz que costumam achar que crianças são máquinas, onde
você coloca coisas e elas saem do jeito que você programou. Tem “input” e
“output”, mas isso é ilusório, porque, como ele diz, as progressões gostam de
entender crianças como máquinas triviais. Se fossem, o mundo não teria evoluído,
teria parado no que se ensina na escola. Esse tipo de procedimento reduz as
potencialidades das crianças, a quem controlam com tanto critério, que acabam
perdendo de vista as crianças reais.
Observatório – Algum tipo de avaliação para
a educação infantil é necessária?
Maria: A educação infantil nunca teve avaliação como tema,
porque a área ficou traumatizada por conta da avaliação de crianças feitas na
década de 70. As pessoas ficaram receosas de trabalhar com esse
tema.
Mas três ou quatro anos atrás, o MEC chamou um
grupo de especialistas para montar indicadores de qualidade para educação
infantil, que constituiu um livro que traz diferentes dimensões do que deve ser
avaliado. É uma auto-avaliação e não é obrigatória, foi distribuída pelo Brasil
inteiro. Existe intenção, sim, do MEC, em mudar essa política de avaliação da
educação infantil. Avaliação, mas não das crianças, da
educação.
FEIRA DO LIVRO POA 2011
PROGRAMAÇÃO
RECOMENDADA NA FEIRA DO LIVRO 2011
02/11 – Quarta-feira
17h Painel “Psicanálise e
cinema: o divã e a tela”
Sala Leste do Santander Cultural
Mesa: Eneas de Souza, Robson de Freitas
Pereira, Carlos Gerbase e Roger Lerina
18h30
– Autógrafos – Praça de Autógrafos – Livro “Cinema: O Divã e a Tela” –Eneas de Souza e Robson de Freitas
Pereira
09/11 – Quarta-feira
16h – Painel “Debate sobre o Plano Nacional de Educação”
Sala dos Jacarandás – Memorial do RS
Mesa: Carmem M. Craidy. Dermeval Saviani, Juca
Gil, Vera Maria V. Peroni
17h30 – Autógrafos – Praça de Autógrafos; Livro “Educação em
Diálogo” -Dermeval Saviani
10/11
– Quinta-feira (extra-Feira)
19h – Palestra “A Crise do
Capitalismo e as Políticas Sociais”
Palestrante: Vicente de Paula Faleiros
Pantheon do
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UFRGS – Campus do Vale
12/11
- Sábado
17h Painel
“Sociedade Civil, Democracia e Políticas
Públicas no Brasil”
Sala Leste do Santander Cultural
Mesa: Vicente de Paula Faleiros, Eneas de
Souza, Mercedes Maria Loguercio Canepa. Maria Josefina Becker
14/11
– Segunda-feira
16h30 Painel “Economia do Meio
Ambiente”
Sala Oeste do Santander Cultural
Mesa: Eugenio M. Canepa, Maria Amélia
Enriquez, Clitia Helena B. Martins; Luiz Antonio T. Grassi
18h30
Autógrafos – Praça de Autógrafos – Livro: “Economia do Meio Ambiente” – Autores: Peter H. May, org; Eugenio M. Canepa, Clítia Helena Back Martins
e outros
sábado, 5 de novembro de 2011
DIA D PELA EDUCAÇÃO INFANTIL RIO GRANDE
De acordo com a agenda do MIEIB, que propôs que os Fóruns de
Educação Infantil realizassem o Dia D pela Educação Infantil no
mês de outubro, como primeira ação o FEIESG, organizou o Dia
D pela Educação Infantil 2011 no dia 18 de outubro, que este ano
abordou o tema: PNE pra valer: 10% (do PIB) já para a Educação!
Educação Infantil realizassem o Dia D pela Educação Infantil no
mês de outubro, como primeira ação o FEIESG, organizou o Dia
D pela Educação Infantil 2011 no dia 18 de outubro, que este ano
abordou o tema: PNE pra valer: 10% (do PIB) já para a Educação!
Esta ação contou com o apoio dos integrantes do Comitê
Gestor do FEIESG, com o Núcleo de Estudo e Pesquisa em
Educação da Infância - NEPE, com o Instituto Estadual de
Educação "Juvenal Miller" e com o SESC, além de receber
cerca de 250 crianças da Educação Infantil de Rio Grande.
Gestor do FEIESG, com o Núcleo de Estudo e Pesquisa em
Educação da Infância - NEPE, com o Instituto Estadual de
Educação "Juvenal Miller" e com o SESC, além de receber
cerca de 250 crianças da Educação Infantil de Rio Grande.
Pela manhã foi feita uma panfletagem no Largo Dr. Pio, com o objetivo
de divulgar e esclarecer à população acerca da pauta específica do MIEIB
e dos Fóruns.
Integrantes do Comitê Gestor do FEIESG.
O evento teve ampla divulgação e contou com a presença
de vários veículos de imprensa, com destaque à TV FURG,
onde a alguns dos integrantes do Comitê participaram de
um programa de entrevista ao vivo.
Dia D - a decoração do ambiente do Ginásio Farydo
Salomão estava muito colorida, fazendo assim com
que as crianças se sentissem bem a vontade no lugar.
Além das pautas políticas, a ação preocupou-se
em acolher as crianças da melhor forma possível.
Biblioteca Móvel - as crianças tiveram acesso a
alguns livros, sendo trabalhado desde cedo o prazer
pela leitura.
A Escola Jardim do Sol ofereceu um espaço de Jogos
para que as crianças pudessem interagir.
Os alunos do I.E.E. "Juvenal Miller" realizaram o
Canto da Fantasia, onde as crianças puderam soltar
a imaginação.
Canto da Fantasia, onde as crianças puderam soltar
a imaginação.
As crianças gostaram muito de desfilar com as
fantasias.
fantasias.
As crianças foram recebidas também em um
Circuito de Jogos.
Circuito de Jogos.
Como o I.E.E. "Juvenal Miller" foi um dos apoiadores
da ação, fizeram-se presentes professoras da Comissão
de Estágio do Curso Normal.
As crianças também foram entrevistadas, dando
relatos do que acharam da tarde de oficinas.
Algumas brincadeiras antigas foram resgatadas,
dentre elas algumas brincadeiras de roda...
Amarelinha, cinco marias, pular elástico e bilboquê
também fizeram parte das brincadeiras.
A tarde contou também com Teatro de Fantoches.
Algumas esculturas de balões estiveram entre as
oficinas.
Os alunos do Curso Normal empenharam-se bastante
na realização da ação, motivados pela Professora
Carla Bastos.
Por fim, temos certeza de que como primeira ação
do FEIESG, o Dia D pela Educação Infantil, foi
realizado com êxito e alcançou um grande número
de participantes, tornando-se assim muito gratificante
para todos que trabalharam para que ele acontecesse.
Agradecemos a todos que participaram e apoiaram
esta ação e desde já convidamos para as próximas
que virão!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
COORDENAÇÃO FGEI VAI A ELDORADO
O encontro foi formação dos CMEIs nesta oportunidade falaram sobre o MIEIB, Fóruns Regionais e PNE.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
DEBATE EDUCAÇÃO INFANTIL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
No dia 11 de outubro de 2011, o FÓRUM GAÚCHO DE
EDUCAÇÃO INFANTIL realizou mais uma atividade assinalando o DIA D pela Educação
Infantil no Estado. Desta vez, foi uma parceria com a Assembleia Legislativa, e
neste dia, representantes da coordenação colegiada do Fórum, juntamente com
outros militantes pela educação das crianças de 0 até 6 anos, participaram de
audiência chamada pela Deputada Estadual Ana Affonso, presidente da Subcomissão
de Educação Infantil da AL/RS. O Tribunal de Contas do Estado se fez presente,
na pessoa do economista Hilário Royers, que apresentou uma Radiografia da EI no
RS, a partir dos dados já disponíveis no site do TCE/RS.
A Deputada apresentou dois projetos de sua autoria, aprovados
pela plenária, para os quais ela buscará as assinaturas necessárias na Casa,
visando garantir a aprovação dos mesmos. Um dos projetos se refere à criação de
uma Frente Parlamentar em defesa da Educação Infantil, com o papel de propor,
acompanhar e avaliar políticas públicas para a área no estado, em
especial, o cumprimento das metas do novo PNE. O outro projeto se refere à
criação de um dia estadual de luta pela Educação Infantil, dentro da
Semana da Criança, marcando-se no calendário do estado uma data para ações de
mobilização e visibilidade em relação às políticas para a área.
A coordenação do FGEI ressaltou a importância das
iniciativas, mas destacou que além destas ações, é necessário que, de fato, os
parlamentares se engajem na defesa das conquistas da área, muitas das quais se
encontram fragilizadas em função do panorama politico e econômico atual. A
questão do financiamento para a educação infantil, de forma a atender aos
critérios de qualidade já construídos para a educação das crianças pequenas foi
outro ponto reforçado: nesse sentido, a luta nacional pelos 10% do PIB para a
educação pública precisa ser uma bandeira de luta também dos parlamentares,
materializando o compromisso dos mesmos com a garantia do direito à
educação infantil."
Malu Flores
Coordenação Colegiada FGEI/MIEIB
UFRGS
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
sábado, 1 de outubro de 2011
FÓRUM PERMANETE DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE NOVO HAMBURGO
O Fórum Permanente de Educação Infantil de Novo Hamburgo (Forpei/NH) promoveu na noite de quarta-feira, no Plenário da Câmara dos Vereadores, painel intitulado Educação Infantil e Plano Nacional de Educação. Para abordar o assunto foram convidados os professores da UFRGS Maria Luiza Rodrigues Flores, membro do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB) e integrante da Coordenação Colegiada do Fórum Gaúcho de Educação Infantil na gestão 2011 – 2012 e Juca Pirama Camargo Gil, colunista da Revista Nova Gestão Escolar e coordenador de pesquisa sobre políticas educacionais. Atualmente, Juca coordena uma investigação acerca da gestão e do financiamento da Educação Especial e também participa de uma pesquisa nacional sobre remuneração docente.
A atividade reuniu professores da
região que debateram o assunto que foi pautado na luta por uma educação
Infantil com qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
A professora Maria Luiza
discorreu sobre “A Educação Infantil no Novo Plano Nacional de Educação”, cuja
matéria tramita na Câmara dos Deputados. De acordo com Maria Luiza, o novo
PLANO não contempla às reivindicações da categoria. Salienta que o Fórum Gaúcho
de Educação Infantil encaminhou aos deputados algumas emendas que julga
importante estarem inseridas no PLANO como: que até 2016, universalizar o
atendimento escolar da população de 4 a 5 anos e ampliar a oferta educacional
de forma a atender em creches no mínimo 50% da população de até 3 anos, e, até
2020, universalizar o atendimento da demanda manifesta por creche. Também está
na lista das reivindicações, manter programa nacional de construção,
reestruturação e aquisição de equipamentos para a rede escolar pública de
educação infantil, voltado à expansão e à melhoria da rede física de creches e
pré-escolas públicas estipuladas na presente meta, assegurando que os entes
federados compartilhem as responsabilidades financeiras da iniciativa na
seguinte proporção dos investimentos: 50% por parte da União, 25% por parte dos
Estados e 25% por parte dos Municípios, conforme o número de unidades de ensino
de educação infantil construídas, reestruturadas e adquiridas em um respectivo
território municipal, localizado em um determinado Estado. Outra meta é
garantir o acesso à educação em tempo integral para todas as crianças de 0 a 6
anos conforme a função social, pedagógica e política da educação infantil
expressa nas DCNEIs (Resolução CNE 05/2009).
Já o professor Juca Gil falou
sobre “Financiamento em Educação – Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQI)”.
Conforme ele, a Educação Infantil é discriminada e desqualificada, pois sequer
constava no FUNDEB e além disso recebe um valor que não atende às necessidades
desta etapa do ensino básico.
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