sábado, 5 de novembro de 2011

DIA D PELA EDUCAÇÃO INFANTIL RIO GRANDE

De acordo com a agenda do MIEIB, que propôs que os Fóruns de
Educação Infantil realizassem o Dia D pela Educação Infantil no
mês de outubro, como primeira ação  o FEIESG, organizou o Dia
D pela Educação Infantil 2011 no dia 18 de outubro, que este ano 
abordou o tema: PNE pra valer: 10% (do PIB) já para a Educação!
Esta ação contou com o apoio dos integrantes do Comitê
 Gestor do FEIESG, com o Núcleo de Estudo e Pesquisa em 
Educação da Infância  - NEPE, com o Instituto Estadual de
Educação "Juvenal Miller" e com o SESC, além de receber
 cerca de 250 crianças da Educação Infantil de  Rio Grande.
Pela manhã foi feita uma panfletagem no Largo Dr. Pio, com o objetivo 
de divulgar e esclarecer à população acerca da pauta específica do MIEIB 
e dos Fóruns.


Integrantes do Comitê Gestor do FEIESG.
 O evento teve ampla divulgação e contou com a presença 
de vários  veículos de imprensa,  com destaque à TV FURG,
 onde a alguns dos  integrantes do Comitê participaram de 
um programa de entrevista ao vivo.
 Dia D - a decoração do ambiente do Ginásio Farydo 
Salomão estava muito colorida, fazendo assim com 
que as crianças se sentissem  bem a vontade no lugar.
 Além das pautas políticas, a ação preocupou-se
 em acolher as crianças da melhor forma possível.


 Biblioteca Móvel - as crianças tiveram acesso a
alguns livros,  sendo trabalhado desde cedo o prazer 
pela leitura.


 A Escola Jardim do Sol ofereceu um espaço de Jogos
 para que  as crianças pudessem interagir.

 Os alunos do I.E.E. "Juvenal Miller" realizaram o 
Canto da Fantasia, onde as crianças puderam soltar
 a imaginação.


 As crianças gostaram muito de desfilar com as
fantasias.


 As crianças foram recebidas também em um 
Circuito de Jogos.


 Como o I.E.E. "Juvenal Miller" foi um dos apoiadores
 da ação,  fizeram-se presentes professoras da Comissão 
de Estágio do Curso Normal.


 As crianças também foram entrevistadas, dando
 relatos do  que acharam da tarde de oficinas.


 Algumas brincadeiras antigas foram resgatadas,
 dentre elas  algumas brincadeiras de roda...



Amarelinha, cinco marias, pular elástico e bilboquê
 também  fizeram parte das brincadeiras.

A tarde contou também com Teatro de Fantoches.
Algumas esculturas de balões estiveram entre as
 oficinas.


 Os alunos do Curso Normal empenharam-se bastante
 na  realização da ação, motivados pela Professora 
Carla Bastos.
Por fim, temos certeza de que como primeira ação
 do FEIESG, o Dia D pela Educação Infantil, foi
 realizado com êxito e alcançou  um grande número
 de participantes, tornando-se assim muito  gratificante
para todos que trabalharam para que ele acontecesse.
Agradecemos a todos que participaram e apoiaram 
esta ação e desde  já convidamos para as próximas 
que virão!
Fonte: http://forumregional-educacaoinfantil.blogspot.com/

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

COORDENAÇÃO FGEI VAI A ELDORADO

 A coordenação do FGEI representadas pela Malu e a Verônica estiveram em  Eldorado.
O encontro  foi  formação dos CMEIs  nesta oportunidade falaram  sobre o  MIEIB, Fóruns Regionais e PNE.











quinta-feira, 13 de outubro de 2011

DEBATE EDUCAÇÃO INFANTIL ASSEMBLEIA LEGISLATIVA


No dia 11 de outubro de 2011, o FÓRUM GAÚCHO DE EDUCAÇÃO INFANTIL realizou mais uma atividade assinalando o DIA D pela Educação Infantil no Estado. Desta vez, foi uma parceria com a Assembleia Legislativa, e neste dia, representantes da coordenação colegiada do Fórum, juntamente com outros militantes pela educação das crianças de 0 até 6 anos, participaram de audiência chamada pela Deputada Estadual Ana Affonso, presidente da Subcomissão de Educação Infantil da AL/RS. O Tribunal de Contas do Estado se fez presente, na pessoa do economista Hilário Royers, que apresentou uma Radiografia da EI no RS, a partir dos dados já disponíveis no site do TCE/RS.

A Deputada apresentou dois projetos de sua autoria, aprovados pela plenária, para os quais ela buscará as assinaturas necessárias na Casa, visando garantir a aprovação dos mesmos. Um dos projetos se refere à criação de uma Frente Parlamentar em defesa da Educação Infantil, com o papel de propor, acompanhar e avaliar políticas públicas para a área no estado, em especial, o cumprimento das metas do novo PNE. O outro projeto se refere à criação de um dia estadual de luta pela Educação Infantil,  dentro da Semana da Criança, marcando-se no calendário do estado uma data para ações de mobilização e visibilidade em relação às políticas para a área.
A coordenação do FGEI ressaltou a importância das iniciativas, mas destacou que além destas ações, é necessário que, de fato, os parlamentares se engajem na defesa das conquistas da área, muitas das quais se encontram fragilizadas em função do panorama politico e econômico atual. A questão do financiamento para a educação infantil, de forma a atender aos critérios de qualidade já construídos para a educação das crianças pequenas foi outro ponto reforçado: nesse sentido, a luta nacional pelos 10% do PIB para a educação pública precisa ser uma bandeira de luta também dos parlamentares, materializando o compromisso dos mesmos com a garantia do direito à educação infantil."

Malu Flores
Coordenação Colegiada FGEI/MIEIB
UFRGS






sábado, 1 de outubro de 2011

FÓRUM PERMANETE DE EDUCAÇÃO INFANTIL DE NOVO HAMBURGO



O  Fórum Permanente de Educação Infantil de Novo Hamburgo (Forpei/NH) promoveu na noite de quarta-feira, no Plenário da Câmara dos Vereadores, painel intitulado Educação Infantil e Plano Nacional de Educação. Para abordar o assunto foram convidados os professores da UFRGS Maria Luiza Rodrigues Flores, membro do Comitê Diretivo do Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil (MIEIB) e integrante da Coordenação Colegiada do Fórum Gaúcho de Educação Infantil na gestão 2011 – 2012 e Juca Pirama Camargo Gil, colunista da Revista Nova Gestão Escolar e coordenador de pesquisa sobre políticas educacionais.  Atualmente, Juca coordena uma investigação acerca da gestão e do financiamento da Educação Especial e também participa de uma pesquisa nacional sobre remuneração docente.
A atividade reuniu professores da região que debateram o assunto que foi pautado na luta por uma educação Infantil com qualidade para todas as crianças de 0 a 6 anos.
A professora Maria Luiza discorreu sobre “A Educação Infantil no Novo Plano Nacional de Educação”, cuja matéria tramita na Câmara dos Deputados. De acordo com Maria Luiza, o novo PLANO não contempla às reivindicações da categoria. Salienta que o Fórum Gaúcho de Educação Infantil encaminhou aos deputados algumas emendas que julga importante estarem inseridas no PLANO como: que até 2016, universalizar o atendimento escolar da população de 4 a 5 anos e ampliar a oferta educacional de forma a atender em creches no mínimo 50% da população de até 3 anos, e, até 2020, universalizar o atendimento da demanda manifesta por creche. Também está na lista das reivindicações, manter programa nacional de construção, reestruturação e aquisição de equipamentos para a rede escolar pública de educação infantil, voltado à expansão e à melhoria da rede física de creches e pré-escolas públicas estipuladas na presente meta, assegurando que os entes federados compartilhem as responsabilidades financeiras da iniciativa na seguinte proporção dos investimentos: 50% por parte da União, 25% por parte dos Estados e 25% por parte dos Municípios, conforme o número de unidades de ensino de educação infantil construídas, reestruturadas e adquiridas em um respectivo território municipal, localizado em um determinado Estado. Outra meta é garantir o acesso à educação em tempo integral para todas as crianças de 0 a 6 anos conforme a função social, pedagógica e política da educação infantil expressa nas DCNEIs (Resolução CNE 05/2009).
Já o professor Juca Gil falou sobre “Financiamento em Educação – Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQI)”. Conforme ele, a Educação Infantil é discriminada e desqualificada, pois sequer constava no FUNDEB e além disso recebe um valor que não atende às necessidades desta etapa do ensino básico.  



 

domingo, 18 de setembro de 2011

ENCONTRO ESTADUAL DO FÓRUM GAÚCHO EDUCAÇÃO INFANTIL

FGEI realizou entre os dia 16 e 17 de setembro de 2011 seu VII encontro estadual
Abertura:
PNE e Educação Infantil













 Sumika MIEIB(centro) Andreia Nunes(FGEI) Angelita(Campanha)

Políticas Pública- RS












UNCME- UNDIME- FGEI- MINISTÉRIO PÚBLICO- TCE














INSTAURAÇÃO
 FÓRUM EDUCAÇÃO INFANTIL EXTREMO SUL GAÚCHO














Professor Doutor GABRIEL JUNQUEIRA(UFRGS)

AUDIÊNCIA PÚBLICA PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO


CARTA ABERTA


Aos membros do Conselho de Governança do movimento “Todos pela Educação”
A/C Sr. Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do conselho de Governança do movimento “Todos pela Educação”
Caros Srs.,
Caras Sras.,
Diante da realização do Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”, empreendido pelo movimento “Todos pela Educação” (TPE), em parceria com instituições nacionais e internacionais, as entidades e movimentos signatários desta Carta expressam preocupação com os objetivos do evento.
Ao participarem das atividades preparatórias ao referido Congresso, algumas entidades e movimentos que elaboraram esta comunicação avaliaram que, no curso desses encontros precedentes, ocorridos entre junho e agosto deste ano, foi manifestada e reiterada por dirigentes do TPE a necessidade de construção de uma agenda para a educação brasileira, a ser afirmada em um novo pacto social por políticas públicas educacionais. 
Conforme textos disponíveis no site do movimento “Todos pela Educação”, o supracitado Congresso Internacional pretende envolver os “líderes brasileiros das áreas educacional, acadêmica e de gestão” para realizar um “debate de questões” capazes de acelerar “os resultados, principalmente de aprendizagem, da Educação Básica no País”. Em algumas atividades preparatórias, ou em manifestações públicas de dirigentes do TPE, ainda ficou explicitado o anseio por influenciar o debate em torno do PL 8035/2010, que trata do novo Plano Nacional de Educação.
Toda iniciativa interessada em colocar a agenda educacional em evidência é louvável. Contudo, compreendemos que algumas referências precisam balizar os debates sobre o tema, pois afirmam determinações constitucionais e refletem processos engendrados nas ações para a consolidação da democracia brasileira.
Em oposição a qualquer tentativa de negação dos avanços já conquistados até aqui, as entidades signatárias desta Carta consideram que os desafios da educação brasileira estão fundamentalmente inscritos no Capítulo III da Constituição Federal de 1988, que, em sua Seção I, trata da Educação.
Ao considerar a Educação como o primeiro dos direitos sociais (Art. 6), a Carta Magna determina, no Art. 205, que ela deve visar ao “pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”, determinando a missão e o escopo da qualidade na educação.
No início de abril de 2011, em uma inédita e democrática interação crítica entre a sociedade civil e o Estado, foi concluído o processo de construção da “I Conae” (Conferência Nacional de Educação). Abrangente, o Documento Final do evento realizado em Brasília foi capaz de propor as medidas administrativas e legais necessárias para a plena consagração do direito à educação, em termos de acesso, permanência e qualidade, com a inequívoca preocupação constitucional de promoção da equidade e da justiça social.
A Conae mobilizou mais de 4 (quatro) milhões de brasileiros e brasileiras, e teve em sua comissão organizadora representantes do Estado (gestores públicos do Governo Federal, dos estados, Distrito Federal e dos Municípios, além de representantes do Congresso Nacional, magistrados e promotores), de trabalhadores em educação dos setores público e privado, estudantes, pais, conselheiros (nacionais, estaduais, distritais e municipais), movimentos sociais, pesquisadores e sociedades acadêmico-científicas, empresários da educação, representantes das confederações empresariais e do próprio movimento “Todos pela Educação”. Compreendemos que, por essa razão, a Conae constituiu-se em espaço legítimo para a determinação dos pactos educacionais, permitindo, por meio de seu Documento Final, indicar a agenda oficial da educação brasileira.
Distante de ser apenas um evento, a Conferência Nacional de Educação deliberou pela criação do Fórum Nacional de Educação (FNE) – espaço formalmente instituído por meio de portaria do Ministério da Educação –, que, além de ser o guardião das deliberações da Conae, será o responsável pela organização das próximas edições da conferência. Sendo um espaço de encontro entre a sociedade civil e o Estado – em suas diferentes esferas –, é o FNE o espaço mais legítimo para serem discutidos os meios de implementação da agenda educacional brasileira.
Estimulado pelo clima e baseado nas deliberações da Conae, um grupo de entidades, do qual o “Todos pela Educação” também fez parte, redigiu e entregou aos candidatos das eleições gerais de 2010 – inclusive à atual presidenta Dilma Rousseff – a “Carta-compromisso pela garantia do direito à educação de qualidade”.
Sintetizando o Documento Final da Conae, quatro grandes desafios foram determinados como prioridades no esforço para a consagração do direito à educação no Brasil, que devem ser assumidos como agenda fundamental para os então postulantes a cargos nos poderes executivo e legislativo dos níveis federal e estadual. São eles:
1.       Ampliar o financiamento da educação pública, com destinação de 10% do PIB para a educação, maior participação da União na destinação de recursos para o setor e instituição do mecanismo do Custo Aluno-Qualidade Inicial (CAQi);
2.       Valorizar os profissionais da educação, por meio da implementação imediata e irrestrita do piso salarial nacional profissional e de diretrizes efetivas de carreira;
3.       Promover a gestão democrática do ensino, tornando os gestores da educação os gestores dos recursos da área, aprimorando os mecanismos de transparência e controle social, promovendo a participação nas escolas e instituindo os fóruns estaduais e municipais de educação, além do fortalecimento do FNE;
4.       Aperfeiçoar as políticas de avaliação e regulação, abrangendo os setores público e privado e aperfeiçoando os sistemas de avaliação.
Como o Brasil ainda não foi bem-sucedido na implementação de políticas públicas capazes de fazer cumprir os ditames constitucionais e considerando que a Conae aponta os caminhos mais evidentes para superação dessa situação histórica, as entidades signatárias desta Carta solicitam que os debates do Congresso Internacional organizado pelo movimento “Todos pela Educação” tomem como referência o Documento Final da Conae, sintetizado pela referida Carta-compromisso, no sentido de que ele expressa a mais legítima e urgente agenda da educação brasileira, historicamente negligenciada.
As entidades e movimentos signatários desta Carta Aberta compreendem que é imprescindível perseguir os desafios já identificados nesses dois documentos, evitando a busca de atalhos e demonstrando a coragem de trilhar os caminhos mais promissores e justos, porém mais longos, em um exemplo equivalente à luta do povo brasileiro para buscar a estabilidade econômica e superar as desigualdades sociais. Inclusive, por uma questão de eficiência, também consideram ser imprescindível o investimento em fóruns e espaços legítimos e já criados, impedindo a dispersão de energia e evitando a ineficaz sobreposição de iniciativas.
Diante do exposto até aqui, solicitamos também uma nova e formal manifestação do movimento “Todos pela Educação”  em defesa dos pontos inscritos na supracitada Carta-compromisso, lançada há apenas um ano, em 31 de agosto de 2010, no auditório do Conselho Nacional de Educação. Diante da tramitação do PL 8035/2010, especialmente, pedimos o apoio às emendas que solicitam que o próximo PNE determine uma meta de 10% do PIB de investimento público direto em educação pública.
Caso aceite solidariamente os apontamentos desta Carta Aberta, a mobilização empresarial – que lidera o movimento “Todos pela Educação” – poderá ser uma importante aliada para o Brasil romper com o baixo investimento em políticas públicas educacionais. Será também decisivo para o país iniciar um novo ciclo social, no qual a educação pública deverá ser tratada como um direito de todos e todas, essencial para a consolidação de uma sociedade economicamente justa e politicamente democrática. Consequentemente, a educação pública universal e de qualidade, nos termos afirmados pelo Art. 205 da Constituição Federal de 1988, será um fator determinante para a inserção competitiva do Brasil, sempre em solidariedade com a comunidade latino-americana, tal como assevera o parágrafo único do Art 4º da Carta Magna.
Certos da compreensão, aguardamos resposta.
Abrapec (Associação Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências)
Ação Educativa - Assessoria, Pesquisa e Informação
ActionAid Brasil
ALB (Associação de Leitura do Brasil)
Anfope (Associação Nacional pela Formação dos Profissionais da Educação)
Anpae (Associação Nacional de Política e Administração da Educação)
Anped (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação)
Anpg (Associação Nacional de Pós-Graduandos)
BIOgraph (Associação Brasileira de Pesquisa Autobiográfica)
Campanha Nacional pelo Direito à Educação
CCLF (Centro de Cultura Luiz Freire)
Cedeca-CE (Centro de Defesa da Criança e do Adolescente do Ceará)
Cedes (Centro de Estudos Educação e Sociedade)
CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação)
Comitê da Área de Educação do Conselho Nacional de Pesquisa (CA-Ed/CNPq)
Contee (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino)
Cut (Central Única dos Trabalhadores)
Flacso – Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais do Brasil
Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras)
Forumdir (Fórum Nacional de Diretores de Faculdades, Centros de Educação ou Equivalentes das Universidades Públicas Brasileiras)
Gestrado (Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente)
LPP/UERJ (Laboratório de Políticas Públicas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro)
Mieib (Movimento Interfóruns de Educação Infantil do Brasil)
MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)
NEPEI (Núcleo de Estudos sobre Infância e Educação Infantil)
PROIFES (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior)
Rede Estrado (Rede Latino-americana de Estudos Sobre Trabalho Docente)
SBHE (Sociedade Brasileira de História da Educação)
SBQ (Divisão de Ensino da Sociedade Brasileira de Química)
Ubes (União Nacional dos Estudantes Secundaristas)
Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação)
Uncme (União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação)
UNE (União Nacional dos Estudantes)

domingo, 28 de agosto de 2011

A EDUCAÇÃO PRECISA DE 10% DO PIB

SENADORA MARINOR BRITO DEFENDE 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO

A SRª MARINOR BRITO (PSOL - PA. Pela Liderança. Sem revisão da oradora.) – Senador Paim, Srs. Senadores, ouvintes da TV Senado, da Rádio Senado, na semana passada a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que é uma rede composta por mais de duzentas entidades da sociedade civil, lançou um documento intitulado “Por que 7% do PIB para a educação é pouco?” Esse documento critica as justificativas apresentadas pelo Governo Federal de que nos próximos dez anos o Brasil precisa elevar seus gastos com educação em apenas 2% do PIB. Mas a sua principal riqueza é que pela primeira vez a sociedade civil conseguiu provar por “A” + “B” que o Brasil só terá Senador Paim, uma educação de qualidade se aplicar pelo menos 10% do PIB em educação.
Cinco dias depois do anúncio deste documento, a Folha de S. Paulo publicou um editorial intitulado “Programa Recomendado”, no qual, a serviço e a pedido do governo, ataca a proposta de elevação dos gastos educacionais. O editorial utiliza os seguintes argumentos: Afirma que a quantidade de emendas apresentadas aos projetos do PNE, se deve ao fato de Parlamentares pretenderem deixar suas marcas ou a tentativa de conciliar a defesa de uma miríade de interesses particulares.
O PSOL não veio para cá e não está na Câmara Federal para atender interesses particulares. Nós temos compromisso histórico com a educação pública de qualidade. Não é a toa que uma boa parte dos parlamentares que nós temos no Brasil, infelizmente ainda não são muitos, são vinculados à luta pela educação pública de qualidade.
Afirma que não se pode permitir que uma enxurrada de emendas torne o Plano Nacional de Educação menos exeqüível. Ora, o governo não assumiu no texto do Plano Nacional de Educação as propostas exaustivamente debatidas na Conferência Nacional de Educação, que foi fruto de um debate nacional de todos os trabalhadores da educação desse país e das diversas esferas. E acha que nós temos que vir para cá dizer “sim senhor” ao texto escolhido pelo Governo Federal. Senador Paim, eu não vim para cá para isso também.
Acusa a emenda que estabelece um gasto de 10% do PIB com educação até 2020, de ser “não só fantasiosa como deletéria”. Isso “porque diante do pífio investimento histórico e o ambiente de restrição orçamentária, a meta parece inatingível. Considera o objetivo de 7%” - já é ousado o bastante – “e que a elevação proposta pela sociedade civil é o caminho mais curto para tornar o Plano Nacional um rol de metas inatingíveis, e daí, irrelevantes.”
Ora, um Governo que não teve o respeito, a decência, a honestidade intelectual, de fazer um balanço do Plano Nacional, que vai ser substituído, que apresentou ao Congresso Nacional um novo Projeto, sem apresentar à sociedade esse balanço, mesmo até hoje, com todas as cobranças da Comissão de Educação, seja na Câmara Federal, feita pelo Ivan Valente, seja aqui, feita por toda a Comissão, não só por mim, tem a cara de pau – desculpe-me a expressão pesada -, meio feia, meio sei lá o quê, de dizer que os 7% são mais do que suficientes, não podendo ser questionados.
Após esses arrazoados, aconselhou o Congresso Nacional a restringir ao máximo as alterações do Plano Nacional de Educação, encaminhado originalmente pelo Governo, e votá-lo o mais rápido possível. Nós também queremos votar. Nós também achamos que existe uma necessidade estratégica para a vida do povo brasileiro de que a educação pública seja regida por um plano nacional que responda aos interesses da maioria do povo brasileiro, dos filhos da classe trabalhadora, que esse plano e essas metas estejam em consonância com as necessidades reais para enfrentar os baixos índices educacionais existentes no País, para enfrentar a dificuldade dos pobres se deslocarem para uma escola, para enfrentar a infraestrutura de uma escola, a capacitação continuada dos profissionais da educação, para enfrentar a defasagem salarial e as péssimas condições de trabalho dos educadores do nosso País.
Parece que esse plano, esta pressa, com essas metas que foram estabelecidas precisam correr muito rápido, como tem corrido muito rápido aqui as medidas provisórias que nem sempre são relevantes, nem sempre são de interesse imediato do povo brasileiro.
Queria perguntar primeiro em nome de quem o Governo brasileiro encomendou essa matéria e resolveu aconselhar os Senadores e Deputados a não aumentarem os investimentos em educação. Em nome de quem Senador Paulo Paim? Que seguimentos sociais possuem interesse que o Congresso trilhe esse caminho? Essas duas são as principais questões a serem respondidas, porque esse conselho não serve para responder a necessidade de um plano que verdadeiramente pense a educação numa perspectiva integradora, numa perspectiva onde a educação possa ser instrumento de ascensão social, de melhoria da qualidade vida do povo.
O Brasil gasta pouco com educação. Em 2009, o gasto público direto com educação foi de apenas 4,95% do PIB, menos de 5%. De cada R$5,00 apenas R$0,83 foram desembolsados pela União, Senador Paim, ou seja, quem carrega a educação brasileira nas costas são os Estados e os Municípios e quem concentra o maior bolo na arrecadação tributária deste País senão a União? Em 2001, a sociedade propôs 10% e o Congresso aprovou 7% e o Ex-Presidente Fernando Henrique vetou o dispositivo e vi a bancada do PT aqui e na Câmara desesperada defendendo 10%. Esse veto até hoje, passou o Governo Lula, estamos no Governo Dilma e ele não foi derrubado e o Plano Nacional vem com o percentual exatamente igual.
Em 2011, a sociedade propôs 10%. Essa proposta não surgiu à toa, mas de estudos, de debates, de reuniões, inúmeras, que aconteceram nas universidades brasileiras, nas escolas públicas brasileiras, por pessoas que pesquisam a educação, o financiamento público da educação.
Em dez anos, passamos de 3,95 para 5%. Quase nada, Senador Paim! Quase nada! Os dados da campanha mostram que precisamos gastar a mais na próxima década algo em torno de 169 bilhões. Parece muito, mas, se compararmos com o volume de recursos que são desviados dos bolsos dos brasileiros para satisfazer a sanha do lucro dos nossos credores da dívida pública, este valor é muito tímido.
Ainda agora, o Senador Álvaro e vários senadores que fizeram aparte falavam desse processo de corrupção no País, falavam dos bilhões de dólares que se espalham pelos bolsos das empreiteiras, dos empreendedores, dos grandes empreendedores desse País, nas relações promíscuas existentes entre eles e alguns partidos e alguns senadores e alguns deputados espalhados pelo Brasil, e na relação direta, com apoiamento de campanha historicamente aos presidentes da República.
Dou aos senadores um pequeno e contundente exemplo: para viabilizar um plano nacional que inclua 5 milhões de crianças na educação básica, alfabetize 14 milhões de adultos, inclua 3 milhões de jovens em universidades públicas, melhore a escola do Norte e Nordeste e torne os salários dos professores menos vergonhosos o Brasil precisará gastar 16,9 bilhões ao ano. Só agora, pouco tempo atrás, foi aprovado para a construção do trem-bala algo em torno de 50 bilhões. E R$16,9 bilhões não podem ser utilizados para enfrentar essa situação no País.
Pois bem, somente de dividendos recebidos de nossas estatais, que esboçam grandes lucros todos os anos, o Governo Federal recebeu R$32 bilhões. E o que o Governo fez com esse dinheiro? Investiu em infraestrutura? Saúde, talvez?
No Pará, anteontem, mais uma vez, por omissão de socorro, por superlotação dos hospitais públicos, por falta de estrutura para os profissionais de saúde trabalharem, com seus baixos salários, mais duas crianças morreram na frente da maternidade! A mãe teve que parir dentro de uma ambulância – e não foi de uma ambulância da urgência e emergência do serviço de Belém, foi de uma ambulância dos bombeiros, que se solidarizaram com a senhora.
Então, pelo contrário, aplicou todo o dinheiro no pagamento dos juros e na amortização da dívida pública, cumprindo dispositivo de lei aprovado pelo governo tucano à época, e seguido religiosamente pelo Governo do PT.
Em 2010, quase 50% do Orçamento brasileiro foi para o pagamento da dívida pública, quase 50%. E não podemos dispor de R$16,9 bilhões no ano para resolver o problema de cinco milhões de crianças para a educação básica; de 14 milhões de adultos para serem alfabetizados; de três milhões de jovens em universidades públicas. Não podemos dispor desse recurso.
O recado que vem das ruas deste país é: o povo brasileiro não aceita mais pagar as contas da crise e ficar apenas com as migalhas do progresso do país.
Eu queria dizer ao Governo brasileiro, que encomendou a matéria, que eu, o PSOL, aqui no Congresso Nacional, dispensamos o conselho dos credores e da área econômica do Governo; nós preferimos ficar ao lado do povo brasileiro. Nós preferimos ficar ao lado dos que lutam pela educação pública de qualidade para todos e em todos os níveis; nós queremos uma escola pública verdadeiramente capaz de integrar, de recolher das ruas as crianças que só têm hoje, como alternativa, a prostituição infanto-juvenil, ou o caminho das drogas, ou são presas fáceis, vulneráveis ao tráfico de seres humanos.
Ainda há pouco, o Senador Cristovam Buarque tratava da questão das taxas referentes a outros países. Bem, na França, o Governo resolveu taxar mais a renda dos ricos, Senador Paim; nos Estados Unidos, até os ricos estão reclamando de não pagar mais impostos. E aqui no Brasil? Continuamos ajudando os ricos e penalizando os mais pobres! Tem aqui, no Congresso Nacional, Senador Paim, além do projeto de V. Exª, o projeto da Bancada do PSOL, do Deputado Ivan Valente, para tentar regulamentar o imposto sobre as grandes fortunas. E esse projeto, nós não fomos aconselhados a fazer andar no Congresso Nacional. Nenhum editorial, de jornal algum, vinculado aos interesses econômicos do País, mandou algum recado a Senadores e Deputados de que estes projetos: do Senador Paim, da Bancada do PSOL, do Deputado Ivan Valente, do Deputado Chico Alencar precisavam tramitar, precisavam ter celeridade. Por isso, eu digo que esse recado tem lado... E não é o nosso lado, Senador Paim – não é o nosso lado.
A educação precisa ser realmente prioridade neste País.
Eu queria aproveitar o meu pronunciamento para pedir, para inserir dois documentos nos Anais desta Casa. Um deles é o editorial que aconselha Deputados e Senadores, da Folha de S.Paulo, do dia 22 de agosto. E o outro é o documento lançado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Esses trabalhadores da educação, esses pesquisadores, esses profissionais que têm dedicado a vida a encontrar caminhos, saídas, para enfrentar essa crise que nunca acaba e que ninguém se preocupa; esses profissionais que trabalham com salários humilhantes, em condições indignas, que são os que ainda conseguem com muito esforço garantir o mínimo de qualidade na educação pública brasileira.
Eu queria dizer, Senador Paim, para concluir o meu tempo, que estou muito feliz, porque começa a tomar corpo no Brasil uma mobilização nacional pelos 10% do PIB para a educação. Assim como foi lançado o observatório da corrupção e contra a impunidade, que começam a pipocar os atos, reunindo a sociedade civil em vários lugares – e agora mesmo, no dia 20, terá um anunciado para o Rio de Janeiro – e coloco o meu mandato à inteira disposição do povo brasileiro, da minha categoria, da qual tenho muito orgulho, quando me perguntam: a senhora é Senadora? Não, estou Senadora. Eu tenho orgulho, sou professora, sou uma educadora, sou alguém que não abre mão no seu processo de convivência com as pessoas de trocar, de aprender e de ensinar. Agora, essa troca é pela busca da cidadania, é pela busca da justiça, da ética; é pela busca da felicidade humana. E nós não podemos pensar em felicidade humana sem considerar esta dimensão importante da vida do povo brasileiro, que é a educação.
Então, colocamo-nos à disposição da mobilização nacional, da campanha nacional e, em breve, Senador Paim, na Comissão de Educação, onde conseguimos antecipar o debate sobre o Plano Nacional, para que o Senado Federal não seja pego desprevenidamente para votarmos de afogadilho, como tem acontecido com as medidas provisórias.
Então, para o Plano Nacional de Educação nós vamos apresentar os novos estudos, as fontes de financiamento que estão indicadas, que estão sendo analisadas como o melhor caminho para responder à necessidade de aplicação de 10% dos recursos do PIB na educação.
Boa-noite a todos.